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Novas regras para saques de FGTS vão elevar crescimento do PIB em 0,35 p.p. em 12 meses--Economia

Economia|Do R7

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Por Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) - O Ministério da Economia calcula que a flexibilização das regras de saques dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) vai adicionar 0,35 ponto percentual à taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 12 meses.

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Em comunicado divulgado à imprensa, o ministério afirmou que, em dez anos, as medidas contribuirão para a geração de 3 milhões de empregos e para uma elevação de 2,5 pontos percentuais no PIB per capita.

O governo autorizou um saque imediato de até 500 reais por conta vinculada ao FGTS este ano. A partir de 2020, haverá a possibilidade de saques anuais, com autorização para que os recursos sejam usados como garantia para empréstimos pessoais. Também foi anunciada uma nova liberação para saques do fundo PIS/Pasep.

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Segundo a Economia, as medidas vão permitir uma liberação de cerca de 30 bilhões de reais na economia este ano, sendo 28 bilhões de reais de FGTS e 2 bilhões de reais de PIS/Pasep. Para o ano que vem, estimativa é de uma liberação de 12 bilhões de reais.

"As novas medidas foram elaboradas de forma a não ampliar os custos aos empregadores e garantir o financiamento da habitação popular e da saúde com recursos do FGTS", afirmou o Ministério da Economia em nota.

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Segundo o ministério, a autorização para saques este ano vai beneficiar 96 milhões de trabalhadores. Atualmente, 80% de um total de 260 milhões de contas vinculadas ao Fundo têm saldo máximo de 500 reais.

Os saques anuais, liberados a partir do próximo ano, serão opcionais e limitados, de acordo com o valor dos depósitos. Haverá sete faixas, com o limite de saques variando de 5% (para saldos superiores a 20.000,01 reais) a 50% (saldos de até 500 reais).

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Os trabalhadores que optarem pelos saques anuais poderão usar os recursos como garantia para empréstimos. Nesse caso os pagamentos das parcelas devidas serão descontados diretamente da conta do trabalhador.

O governo anunciou, ainda, que a rentabilidade do FGTS passará a ser 100% distribuída aos trabalhadores. Hoje, apenas metade dos ganhos do fundo é depositada nas contas dos cotistas.

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