Nove em cada 10 brasileiros com dinheiro guardado investem na poupança
Atrás das cadernetas na preferência dos poupadores estão os fundos de investimento
Economia|Do R7

De cada dez brasileiros com algum dinheiro guardado, nove declaram investir na poupança, de acordo com um levantamento da Fecomércio RJ/Ipsos.
Com 85,8%, um avanço de 5 pontos percentuais em relação ao ano de 2013, a caderneta voltou a avançar na preferência nacional neste ano.
Na sequência, estão os fundos de investimento, com apenas 2,5% dos entrevistados.
Aqueles que optam por não fazer investimentos e guardam o dinheiro em casa totalizam 10,4%.
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Segundo o gerente de Economia da Fecomércio RJ, Christian Travassos, a partir de agosto do ano passado, quando o Banco Central elevou a Selic (taxa básica de juros) de 8,5% para 9,0% ao ano, os depósitos na poupança voltaram a render 0,5% ao mês mais TR (Taxa Referencial), o que pesou a favor da caderneta na tomada de decisão do poupador.
— A caderneta de poupança voltou a ganhar a adesão de parte dos brasileiros que haviam feito a opção por fundos de investimento quando da mudança na regra de remuneração da caderneta. Enquanto os juros básicos situavam-se iguais ou inferiores a 8,5% ao ano, o rendimento da aplicação era de 70% da Selic mais TR.
Destino do dinheiro guardado
A pesquisa mostra ainda que a parcela das famílias brasileiras com algum dinheiro guardado aumentou 3,1 pontos percentuais entre julho de 2013 e o mesmo mês deste ano, chegando a 19,3%. Este é o maior nível para este indicador desde o início do levantamento, em 2006.
Sobre o uso dos recursos, a pesquisa revela maior preocupação relativa com o futuro, já que 66,6% - dois em cada três – dos que poupam pretendem guardar o dinheiro para alguma eventualidade. Esse percentual era de 65,8% em 2013.
A parcela de famílias que pretende utilizar o dinheiro guardado para compra de imóvel avançou para 8,3%, ante os 7,1% registrados em 2013. Este percentual é o maior dos últimos quatro anos para este indicador.
Em sentido contrário, usar os recursos guardados para reformar a casa apresentou retração de 4,2 pontos percentuais. No ano passado, 10,1% das famílias com reservas tinham esta intenção. A redução deste ano fez com que este índice atingisse o menor nível da série (5,9%).
— O aumento do percentual de brasileiros com algum dinheiro guardado decorre da menor confiança do consumidor em relação ao futuro, diante da conjuntura econômica. Uma parcela da população acredita que poupar é a maneira mais correta de se precaver contra imprevistos no mercado de trabalho, o que se mostra bastante razoável se analisarmos o custo elevado, e em alta, do crédito no país.
A pesquisa foi realizada pela Fecomércio RJ/Ipsos, entre os dias 20 e 31 de julho, e contou com a opinião de mil consumidores em 70 municípios brasileiros.
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