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O que acontece quando a diferença entre os juros do Brasil e dos EUA diminui?

Especialista explica cenário para investidor com alta no FED e provável redução da Selic pelo Banco Central

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Banco Central do Brasil e o Federal Reserve dos EUA definem suas taxas de juros na "Superquarta".
  • Espera-se que a Selic no Brasil seja reduzida de 14% para 13,75% ao ano.
  • A elevação dos juros nos EUA pode aumentar a atratividade dos títulos do Tesouro americano.
  • A diferença menor entre os juros pode levar a saída de capital estrangeiro do Brasil e queda na Bolsa brasileira.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O BC (Banco Central do Brasil) e o FED (Federal Reserve), o banco central dos Estados Unidos, definem nesta quarta-feira (16), na chamada Superquarta, suas taxas básicas de juros. Nos EUA, foi confirmada a previsão de elevação para a faixa de 3,75% a 4%.

Segundo Daniel Telles, especialista em contas públicas, que concedeu entrevista ao programa Conexão Record News, o mercado tem como quase certa uma redução da Selic de 14% ao ano para 13,75% ao ano, o que seria o quinto corte consecutivo. Ele, porém, afirma ser difícil prever se haverá outro corte até o fim de 2026, devido às incertezas geradas pelo cenário eleitoral.


Diante da elevação dos juros americanos e da redução dos brasileiros, qual o recado para o investidor? Daniel Teles explica as diferenças de um diferencial de juros menor a partir de agora:

“Isso faz com que o Tesouro americano aumente a sua rentabilidade [...]. Você tem o título mais seguro do mundo, que é o Tesouro americano, remunerando um pouco melhor do que estava ontem, por exemplo, e o Brasil remunerando um pouco pior. Aplicações mais conservadoras, ou até aquelas que estavam procurando a nossa Bolsa, por exemplo, como capital especulativo na relação do risco e retorno, você pode ter uma saída de capital estrangeiro voltando para os Estados Unidos [...]. Nesse momento, você tem um caminho mais claro para quem pode estar ali querendo um pouco mais de segurança para o seu dinheiro, que são os títulos públicos americanos”.


Nessa lógica, complementa Teles, é possível imaginar ainda, a curto prazo, uma queda da Bolsa brasileira, com o dólar subindo.

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