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Oito em cada dez empresas industriais têm problemas em conseguir crédito, aponta pesquisa

Estudo realizado mostrou que 80% dos empresários do setor já enfrentaram dificuldade para contratar modalidade

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Pesquisa da CNI revela que 80% das empresas industriais têm dificuldades para obter crédito.
  • Juros altos são os principais obstáculos para financiamentos de curto e médio prazo.
  • Econômico Miguel Daoud aponta que a taxa Selic de 15% resulta em juros reais entre 30% a 40% para empresários.
  • É essencial que o governo reduza custos e mantenha a autonomia do Banco Central para evitar crises econômicas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Uma pesquisa divulgada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) nesta segunda-feira (19) mostra que, de cada dez empresas industriais, oito enfrentam dificuldade para conseguir algum tipo de crédito.

Segundo o estudo feito com o apoio da ABDE (Associação Brasileira de Desenvolvimento), 80% dos empresários do setor tiveram problemas para obter o financiamento de curto ou médio prazo, com os juros altos sendo apontados como o maior obstáculo para a contratação.


Empresários apontam taxas de juros como principal dificuldade para crédito Reprodução/Record News

Para o economista Miguel Daoud, a dificuldade em conseguir esses valores é um reflexo da política do Banco Central para controlar os níveis inflacionários brasileiros, com a taxa básica de juros, a Selic, em 15% ao ano.

No entanto, ele explica que essa porcentagem, somada a encargos e outras taxas, como de inadimplência, faz com que os juros reais para o empresário cheguem em patamares de 30% a 40%, o que realmente causa as desistências.


Em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (19), Daoud ainda explica que, mesmo que as medidas do ente monetário mostrem resultados com uma desaceleração da economia, é essencial que o governo faça sua parte também, com reduções dos custos.

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Além disso, ele também ressalta que, apesar de um cenário desafiador e críticas do governo à Selic alta, a autonomia do BC é fundamental para evitar problemas econômicos maiores no país, como a crise econômica de 2015 que levou ao impeachment de Dilma Rousseff.


“O governo sabe disso, ele critica por uma conveniência política, mas a independência do Banco Central, ela, sim, ela tem que ser independente, exatamente, você pega um político destrambelhado que quer baixar a taxa de juros de qualquer jeito, a coisa vai ficar ruim”, completa.

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