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Para Ipea, economia está crescendo de forma mais robusta

Economia|Do R7

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O diretor de macroeconomia do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), José Ronaldo Souza Júnior, se disse otimista com a economia brasileira no próximo ano, mas que para isso é fundamental que as reformas que têm impacto fiscal, como a tributária e a administrativa, sejam pelo menos encaminhadas, mas de preferência, aprovadas.

"A economia está crescendo de forma mais robusta. Se conseguirmos aprovar mais rapidamente as reformas, e com isso melhorar bastante fortemente a confiança, a gente pode ter crescimento mais do que 2,3%", afirmou em entrevista coletiva nesta quinta-feira, 19.

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Ele previu que o déficit fiscal do governo deverá ser menor em 2020 do que em 2019, por causa da aprovação da reforma da Previdência, mas observou que a questão fiscal ainda é um desafio, porque ainda existe aumento bastante forte com os gastos (da Previdência), por uma questão demográfica. "Espera-se a queda de gasto com pensionista, isso vai impactar o gasto com pessoal", avaliou.

O Ipea previu que os investimentos no País serão maiores em 2020, puxados principalmente pela construção civil e grandes obras de infraestrutura. Mas o economista também lembrou que o comércio registra melhora, assim como a agropecuária e a indústria, na comparação com 2019. "Vemos ver melhora no perfil das famílias em 2020", destacou o economista.

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Segundo projeções do órgão ligado ao Ministério da Economia, o comércio deve crescer em novembro, pelo nono mês consecutivo, e o setor de Serviços deve pular da projeção de 1,2% em 2019 para 2,2% em 2020. Já a indústria, que este ano teve um desempenho fraco e deve fechar o ano em alta de apenas 0,4%, em 2020 poderá subir 2,1%.

O setor de agropecuária será o de maior recuperação, na avaliação do Ipea, saindo de alta de 0,8% em 2019 para avanço de 3,8% no ano que vem.

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Inflação

A inflação do setor de alimentos, que pesou no índice geral este ano, deve arrefecer em 2020, com a interrupção da alta do preço da carne, que deve, porém, se manter próximo do patamar elevado atual, avaliou estudo do Ipea.

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"Houve um aumento bastante grande dos preços das carnes no fim deste ano, aumento esse que tende a se dissipar no início do ano que vem, ainda assim os preços vão se manter em um nível alto, mas sem a continuidade da inflação no ano que vem para o consumidor", previu Souza Júnior.

O Ipea prevê que a inflação dos alimentos vai cair de 4,2% em 2019 para 3,7% em 2020, segundo estudo divulgado pelo órgão.

Souza Júnior lembrou que o aumento do preço da carne no final deste ano se deveu ao aumento da demanda pela China, após um problema grave no país asiático, com a gripe suína africana atingindo boa parte dos suínos por lá, o que afetou outras proteínas. "As exportações vão voltar para um ritmo mais normal no próximo ano, porque o impacto de curto prazo fez o preço (da carne) se aproximar do preço internacional e isso tende a se dissipar. Isso porque o preço internacional não está oscilando tão fortemente como o que a gente viveu aqui", explicou.

De acordo com o economista, entre fevereiro e março, o preço da carne deve parar de subir, mas se mater em patamar elevado. "O preço da carne não vai cair, mas vai parar de subir a partir do 1º trimestre". afirmou.

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