Para possível novo chefe da Fazenda, superávit primário tem de subir
Nelson Barbosa, ex-secretário-executivo da pasta, também defende maior flutuação no câmbio
Economia|Do R7, com Reuters

Um ajuste na economia brasileira terá que contemplar maior flutuação do câmbio e aumento gradual da meta de superávit primário, disse nesta segunda-feira (15) o economista e ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa.
Barbosa deixou o governo em maio deste ano e é cotado para assumir a chefia da Fazenda após a saída de Guido Mantega em um eventual segundo governo da presidente Dilma Rousseff.
O câmbio flutuante e o superávit primário fazem parte do chamado "tripé econômico", política econômica instituída no Governo FHC e que o governo atual teria abandonando, segundo críticas do mercado financeiro.
—O principal ajuste é promover uma flutuação maior do câmbio. Isso significa que o câmbio vai se depreciar um pouco mais.
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Ainda para o ex-secretário, que participou de evento promovido pela Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo, a economia do governo para pagar os juros da dívida pública deve subir de forma gradual, sendo que ficou em 1,9% no orçamento de 2014.
— O (superávit) primário tem que ir a um nível de 2% do PIB num período de dois anos, no mínimo dois anos, talvez até mais.
O ministro Guido Mantega já havia dito ao participar mais cedo de evento, que é preciso ter superávit primário maior em 2015 para que se dê suporte ao Banco Central para flexibilizar a política de juros no país.
A meta de superávit do próximo ano é de R$ 114,7 bilhões, correspondente a 2% do PIB, já considerando o abatimento de R$ 28,7 bilhões.
Neste ano, a meta fiscal de R$ 99 bilhões de reais está ameaçada. O superávit nos 12 meses encerrados em julho ficou em 1,22% do PIB.
A divida pública do País, paga pelo superávit primário, é relacionada aos títulos públicos vendidos pelo governo, comprados em grande parte pelos bancos, e com rendimento que tem como referência a taxa Selic.
Quando o governo sobe os juros, os bancos passam a utilizar para comprar títulos parte do dinheiro que dariam em forma de crédito à população, devido a maior lucratividade dos papéis. A menor oferta de crédito faz com que a população consuma menos e pressiona a inflação para baixo.
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