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Perda ou roubo de smartphone gera prejuízo de R$ 888; veja opções de seguro

Estudo com 170 mil usuários no mundo mostrou que apenas 6,3% faz backup dos dados

Economia|Vanessa Beltrão, do R7

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No Brasil, 14% dos entrevistados informaram que já perderam ou tiveram o seu aparelho roubado pelo menos uma vez
No Brasil, 14% dos entrevistados informaram que já perderam ou tiveram o seu aparelho roubado pelo menos uma vez ITACI BATISTA

Pesquisa realizada com 170 mil usuários no mundo — sendo 16.773 brasileiros — mostrou que, por aqui, o prejuízo com perda ou roubo de smartphones chegou a uma média de R$ 888 ao consumidor.

O levantamento, feito pela empresa de pesquisa online SurveyMonkey e pela companhia de segurança de computadores Avast Software, apontou ainda que 14% dos entrevistados já perderam ou tiveram o seu aparelho furtado pelo menos uma vez. 


No mundo, os questionários online também foram aplicados nos Estados Unidos, Rússia, Espanha, República Tcheca, Polônia, França, Itália e Alemanha. O diretor da SurveyMonkey no Brasil, Rodolfo Ohl, afirmou que um dos aspectos que chamaram atenção é que o País ficou em primeiro lugar no quesito preocupações com a perda de dados no celular entre os países pesquisados.

Porém, apenas 6,3% dos usuários de smartphones que responderam à pesquisa afirmaram que fazem backup (cópia 


de segurança) das informações diariamente. 

Para o diretor da SurveyMonkey, a ampliação do acesso à internet, sobretudo pelos smartphones, faz com que os donos tenham de redobrar o cuidado com a segurança.


— A recomendação que eu faço é que as pessoas realmente procurem formas de fazer backup de seus dados e proteja o seu celular de vírus e qualquer tipo de ataque.

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A advogada Ana Lúcia da Silva é um exemplo disso. Ela não fazia backup das informações do seu aparelho com frequência. Em setembro deste ano, quando foi roubada perto da sua casa na zona leste de São Paulo, perdeu grande parte das fotos e dos contatos que estavam no aparelho. Além disso, a consumidora ficou no prejuízo, pois ainda não tinha terminado de pagar o aparelho de dois chips no valor de R$ 849. 

— Eu comprei agora um iPhone 4 e vou fazer o seguro.

A advogada, que usa o celular até mesmo para tirar foto de processos, comprou o novo aparelho por R$ 1.099 e se tornou mais cuidadosa.

— Falo muito pouco na rua e, a depender do estabelecimento, eu entro. [Também] mudei o caminho da minha casa.

Seguro varia de R$ 6,49 a R$ 24,99

Os smartphones no Brasil estão ficando cada vez mais populares, principalmente, após a desoneração de impostos em vigor desde o início deste ano. Com os preços mais reduzidos, a demanda aumentou. O que cresceu também foi a adesão aos seguros. 

As próprias operadoras oferecem planos de segurança alinhados com o modelo do aparelho para furtos ou roubos. Os custos são baixos e variam de R$ 6,49 a R$ 24,99. Veja tabela abaixo.

A operadora TIM lançou em 2012, em algumas lojas, o Seguro Conectado e Protegido em parceria com a corretora de seguros Assurante Solutions. O custo para o consumidor é de 1,5% a 2% por mês do valor do aparelho. Para celulares que custam entre R$ 600 a R$ 999, a proteção sai por R$ 11,99 mensais. 

Segundo a assessoria de imprensa da TIM, a adesão a este tipo de seguro já chega a 60% dos aparelhos comprados.

Além das operadoras, as corretoras de seguro também oferecem planos. A Minutos Seguros aumentou em 100% nos últimos 12 meses a demanda por planos de segurança para este tipo de aparelho, de acordo com o sócio-diretor da empresa, Marcelo Blay.

— Tivemos um aumento de demanda em função da popularização dos smartphones e do medo da violência urbana.

Atualmente, os seguros negociados pela empresa custam uma média de 20% do valor do aparelho. Para um Samsung Galaxy S4 no valor de R$ 2.400, a proteção sai por R$ 507,84 ao ano. Todos os planos são negociados na internet e também por telefone em centrais de atendimento.

Mas para receber o seguro, é necessário que o cliente comprove o furto ou o roubo. Dentre os documentos solicitados pelas empresas, estão a cópia do RG e do CPF, comprovante de residência em nome do segurado, cópias autenticadas da nota fiscal do aparelho e do boletim de ocorrência. Quando o celular não está no nome do segurado, é necessário um termo de doação original de quem o comprou.

*Procurada pela reportagem, a operadora Oi preferiu não se manifestar sobre o assunto

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