Logo R7.com
RecordPlus

Perdas técnicas de energia na distribuição custaram R$ 11,7 bilhões em 2025, aponta Aneel

Dados da agência indicam perda de 45,2 terawatts-hora, o que equivale a 7,2% da energia injetada no sistema de distribuição

Economia|Do Estadão Conteúdo

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • As perdas técnicas de energia elétrica em 2025 custaram R$ 11,7 bilhões, segundo a Aneel.
  • Essas perdas somaram 45,2 TWh, representando 7,2% da energia injetada no sistema de distribuição.
  • Além das perdas técnicas, houve 45,0 TWh de perdas não técnicas, incluindo furtos e fraudes.
  • A região Norte lidera as perdas, com Light e Amazonas Energia respondendo por 31,2% das perdas não técnicas no Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Segundo a Aneel, perdas técnicas apresentaram comportamento estável em relação aos últimos anos Marcelo Camargo/Agência Brasil - Arquivo

As perdas técnicas de energia elétrica nas redes de distribuição custaram aproximadamente R$ 11,7 bilhões em 2025, segundo dados divulgados pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). O valor foi calculado a partir dos montantes de energia perdidos nas redes e do preço médio da energia considerado nos processos tarifários do período, sem inclusão de tributos.

De acordo com a agência, as perdas técnicas somaram 45,2 TWh (terawatts-hora) no ano passado, o equivalente a 7,2% da energia injetada no sistema de distribuição. Esse tipo de perda decorre de fenômenos físicos inerentes à operação das redes elétricas, como o aquecimento de cabos, transformadores e demais equipamentos utilizados para transportar energia até os consumidores.


Leia Mais

Os dados da autarquia mostram ainda que as perdas totais no sistema de distribuição alcançaram 14,3% da energia injetada em 2025. Além das perdas técnicas, o índice inclui 45,0 TWh de perdas não técnicas, relacionadas principalmente a furtos de energia, fraudes em medidores, ligações clandestinas e outras irregularidades.

Segundo a agência, as perdas técnicas apresentaram comportamento estável em relação aos últimos anos. Dadas as características físicas do sistema elétrico, reduções expressivas nesses índices não são esperadas, diferentemente das perdas não técnicas, que podem ser mitigadas por meio de ações de fiscalização, modernização das redes e melhorias na gestão das distribuidoras.


A região Norte lidera as perdas técnicas e não técnicas, seguida pelo Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. As concessionárias de grande porte, cujo mercado é maior do que 700 gigawatts-hora (GWh), são responsáveis por quase a totalidade dos montantes das perdas não técnicas no Brasil.

As 10 distribuidoras com maiores montantes de perdas respondem por 76,2% das perdas não técnicas do Brasil, e apenas Light e Amazonas Energia respondem por 31,2%. O mercado de baixa tensão dessas duas distribuidoras representa somente 5,8% do mercado brasileiro.


Perdas não técnicas

Os níveis de perdas não técnicas dependem da gestão das concessionárias, das características socioeconômicas e de aspectos comportamentais existentes em cada área de concessão, segundo a Aneel.

“Como as concessionárias atuam em áreas de concessão com especificidades diversas, tais como características do mercado e variáveis socioeconômicas, a comparação entre elas considera um ranking de complexidade, elaborado a partir de modelos econométricos, que permite comparação do desempenho das perdas não técnicas das distribuidoras, conforme o porte e a posição neste ranking”, afirma a autarquia, em nota.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.