Pesquisa aponta quais são as profissões do futuro. Conheça
Levantamento realizado pelo Senai mostra o surgimento de 30 novas profissões em oito áreas, com destaque para a chamada indústria 4.0
Economia|Giuliana Saringer, do R7

O mercado de trabalho está em constante mudança e precisa de profissionais capacitados para suprir as novas demandas. A previsão para os próximos cinco a dez anos é a criação de 30 novas profissões, em oito diferentes áreas (veja quais são as profissões no quadro abaixo).
A projeção foi realizada pelo Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e divulgada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) na manhã desta quinta-feira (5).
A maior parte das profissões está relacionada à internet, como engenheiros de cibersegurança, mecânico em veículos híbridos e projetista para tecnologia 3D, devido à emergência da indústria 4.0.
O termo é utilizado para se referir à "integração do mundo físico e virtual por meio de tecnologias digitais, como internet das coisas, big data e inteligência artificial". Este período vem sendo considerado como a 4ª Revolução Industrial que o mundo enfrenta.
O diretor geral do Senai, Rafael Lucchesi, afirma que as mudanças provocadas pela indústria 4.0 é uma tendência mundial. “Isso altera não só a forma de produção, como as formas de distribuição”, afirma.
Lucchesi diz que as novas tecnologias e profissões abrem espaço para o empreendedorismo. “As tecnologias digitais vão criar uma miríade de novos negócios e transformar o mercado de trabalho. As pessoas terão um processo contínuo de aprendizado ao longo de vida. Vão precisar se requalificar permanentemente para adquirir novas competências”, explica ele. “As pessoas que compreenderem melhor as tendências e se qualificarem para esse novo mundo profissional serão mais bem-sucedidas”, diz.
O ponto chave, para Lucchesi, é que as empresas e os trabalhadores precisam se adaptar e se capacitar para lidar com as novas tecnologias. Os negócios que se adaptarem ao novo cenário vão ter uma vantagem competitiva. Lucchesi defende que os momentos de crise podem “criar novos formatos”.
Segundo Lucchesi, “a crise é um momento de erguer as estruturas, com criação de novos formatos. Ela é sempre dramática, mas inspira mudanças, novos modelos de negócio”.
Embora seja comum as pessoas pensarem que as novas tecnologias podem acabar com oportunidades no mercado de trabalho, Lucchesi enxerga justamente o contrário. Para ele, não se pode criar uma distância da tecnologia, colocando-a como “vilã” do processo de mudança. “Sempre as tecnologias contribuíram para melhorar o bem-estar, a produção de riqueza”, afirma, complementando que elas não são neutras e requerem grandes esforços de adaptação.
Metodologia da pesquisa
A projeção do Senai identificou as tecnologias emergentes que vão se difundir no mercado em até 70%. Também foram analisadas as mudanças nas estruturas do próprio setor comentado. O segundo passo consistiu em analisar o impacto e a possível mudança dos funcionários da próxima geração, projetando a demanda pelas áreas de trabalho.
Por fim, todos os resultados adquiridos foram analisados, gerando “recomendações para os tomadores de decisão do SENAI, para o desenvolvimento de ações futuras de educação profissional, de serviços técnicos e tecnológicos e atualização de recursos humanos”.
















