Pessimismo explica demissões da indústria em maio, diz ministro
Manoel Dias reconheceu que o próprio governo esperava um desempenho melhor no mês
Economia|Do R7

O ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, atribuiu ao "pessimismo dos empresários" o resultado ruim do setor industrial na geração de empregos com carteira assinada em maio. Além disso, Dias reconheceu que o próprio governo esperava um desempenho melhor no mês. Só a indústria de transformação fechou 28.533 vagas a mais do que gerou de postos de trabalho no mês passado.
— Se não tivesse ocorrido queda de geração de emprego na indústria, geraríamos 100 mil empregos no mês.
Apesar de ter registrado um saldo positivo, o resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do mês de maio, divulgado nesta terça-feira, 24, pelo Ministério do Trabalho, é o pior em 22 anos. O saldo líquido de 58.836 vagas criadas no mês passado só superou os 21.533 empregos com carteira assinada criados em maio de 1992.
— O resultado foi surpresa na medida em que não esperávamos queda tão expressiva no setor industrial.
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Além disso, Dias argumentou que sua equipe enxerga que parte considerável dos empregos que a Copa do Mundo promoveria foram contabilizados no início do ano, mais especificamente em fevereiro. Depois de dizer que a indústria brasileira não consegue produzir o suficiente para atender à demanda do País, Dias afirmou que o setor vai se recuperar, mas não quis arriscar quando essas mudanças serão sentidas.
O ministro disse esperar que "medidas de ajuda à indústria ajudem" o setor, em referência ao anúncio do governo federal na última semana, com prorrogação de benefícios para o segmento. Sobre o setor de serviços, que apresentou saldo de geração de 38.814 empregos em maio, Dias afirmou que a área continuará em crescimento.
— Vivendo o pleno emprego, o Brasil não tem tanta demanda (de mão-de-obra) quanto no passado.
O governo não revisou a previsão de geração de 1,4 milhão a 1,5 milhão de empregos formais neste ano. Segundo Dias, o dado será revisado em julho, quando o Ministério de Trabalho divulgar os dados referentes a junho. Para este mês, o ministro afirmou que já espera melhora nos dados do Caged.
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