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Pessoas ricas assumem mais riscos que pobres, segundo experimento com macacos

O estudo serve para entender se o comportamento dos humanos muda em tempos de crise

Economia|Do R7

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Uma experiência com primatas divulgada nesta terça-feira (10) reforçou a ideia de que as pessoas ricas estão mais predispostas a assumir riscos que seus congêneres pobres, divulgou a imprensa australiana.

A responsável pelo estudo, Agnieszka Tymula afirmou que os macacos são capazes de tomar decisões racionais, como os humanos, após serem submetidos a treinamentos.

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— Descobrimos que suas atitudes frente ao risco são similares as dos humanos.

Agnieszka, uma economista da Universidade de Sydney, considerou que seu estudo é importante para entender se o comportamento dos humanos muda em tempos de crise, já que a fortuna pessoal diminui, assim como suas implicações na economia.

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Para efeitos do estudo, Agnieszka e seus companheiros submeteram dois macacos da espécie rhesus a 20 situações distintas e sob diferentes condições de "riqueza" para que tomassem decisões, informou a emissora local "ABC".

Os macacos receberam diferentes níveis de hidratação ou "riqueza aqüífera", que foi medida através de exames de sangue, e os dois foram treinados para escolherem um entre dois prêmios, de acordo com o estudo publicado na Revista de Procedimentos da Academia Nacional de Ciências.

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As alternativas eram obter certa quantidade de água ou se arriscar em um jogo de apostas no qual perderiam tudo ou aumentariam o prêmio.

— Descobrimos que os macacos que tinham mais água no sangue eram mais tolerantes ao risco.

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O estudo respalda a hipótese que a riqueza aumenta a tolerância ao risco entre os seres humanos, seja em uma decisão como atravessar a rua, investir na bolsa de valores ou se submeter a um exame médico. Após a tomada de decisão, "as consequências estão sujeitas às probabilidades e não se tem certeza do que vai acontecer", disse Agnieszka.

A economista lembrou que existem centenas de estudos que mostram que o ser humano médio rejeita riscos e, por exemplo, as pessoas preferem uma quantidade de dinheiro ao invés de 50% de chances de duplicar essa quantia, mas pouco se sabe sobre a influência da riqueza na tendência para assumir riscos.

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