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Petrobras anuncia reajuste do preço da gasolina para distribuidoras

Alta nas refinarias deve ser parcialmente compensada por subvenção de R$ 0,44 criada pelo governo federal

Economia|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Petrobras anunciou reajuste de R$ 0,48 por litro no preço da gasolina A para distribuidoras.
  • Governo federal criou subvenção de R$ 0,44 por litro para mitigar aumento.
  • Preço médio para distribuidoras passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro.
  • Impacto para o consumidor será um aumento máximo de R$ 0,03 por litro na gasolina C.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Posto de gasolina, combustíveis, diesel
Petrobras diz que valor médio do litro para refinarias passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 Reprodução/Freepik

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (28) um reajuste no preço da gasolina vendida às distribuidoras. A mudança entra em vigor nesta sexta-feira (29) e vale para a gasolina tipo A (vendida para as distribuidoras antes da mistura com etanol).

Segundo a estatal, o preço da gasolina A terá aumento de R$ 0,48 por litro. Ao mesmo tempo, contudo, a Petrobras aplicará um desconto de R$ 0,44 por litro por meio de uma subvenção econômica criada pelo governo federal para segurar a alta do combustível.


Para as distribuidoras, portanto, o valor médio do litro passará de R$ 2,57 para R$ 2,61, uma alta de R$ 0,04. Para o consumidor, o impacto deve ser ainda menor, segundo a Petrobras.

“Considerando que a gasolina C vendida nos postos é obtida a partir da mistura obrigatória de 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro, a parcela da Petrobras na composição do preço final passará dos atuais R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro, um aumento residual de no máximo R$ 0,03 a cada litro de gasolina C vendida nas bombas”, disse a estatal.


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Subvenção do governo

O subsídio de R$ 0,44 do governo foi criado em meio à alta do preço dos combustíveis, causada pela guerra no Oriente Médio.

O auxílio será pago diretamente aos produtores e importadores de gasolina, por meio da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).


O custo da medida será próximo a R$ 1,2 bilhão por mês, com duração inicial de dois meses. Os efeitos ainda não foram incorporados nas projeções oficiais do Orçamento.

Segundo o governo, a fatura será compensada pela alta de arrecadação com a receita extra do petróleo — mas, para isso, o Executivo precisa de autorização por meio de um projeto de lei, que tramita no Congresso e ainda não foi apreciado.


A apuração da subvenção será realizada pela ANP, e o desconto terá que ser identificado sobre o preço de venda do combustível no campo “Informações Complementares” da nota fiscal eletrônica.

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