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Decreto segura preço da gasolina, mas mantém governo ‘tão endividado quanto está’; veja análise

Economista enxerga ‘outro lado da moeda’ na fixação do subsídio da gasolina em R$ 0,44

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina para importadores e produtores até julho.
  • Medida visa conter aumento dos combustíveis devido à guerra no Oriente Médio.
  • Subsídio será financiado pela venda de royalties de petróleo, mantendo o endividamento.
  • Estratégia não resolve problemas com alta taxa de juros e não contribui para a economia a longo prazo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Até o mês de julho, o subsídio por litro da gasolina estará fixado em R$ 0,44 aos importadores e produtores da mercadoria. A nova medida, publicada no DOU (Diário Oficial da União) desta segunda-feira (25), tenta conter o aumento do preço dos combustíveis, gerado pela guerra no Oriente Médio.

“As pessoas podem comemorar, achando que vamos ter custo menor de transporte e também de mercadorias [...], mas há um outro lado da moeda”, comentou sobre a decisão o economista e coordenador acadêmico da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Mauro Rochlin, durante o Conexão Record News de terça (26).


Ele explica que o subsídio será pago com a renda arrecadada pela venda dos royalties aos produtores de petróleo: “Ele vai direcionar essa receita adicional. [...] Isso significa que ele não vai ter uma folga com relação às próprias contas, ou seja, vai continuar tão endividado quanto já está, o que é um problema”.

Além disso, Rochlin aponta que a estratégia não melhora a situação gerada pela taxa de juros, que também se encontra em um nível elevado. Apesar da manutenção momentânea dos preços, o economista conclui que, no longo prazo, o decreto não contribui para a economia.

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