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Petrobras aprova dividendos de R$ 43,6 bi no 3º trimestre

Conselho decidiu nesta quinta-feira (3) o pagamento de dividendos de R$ 3,3489 por ação preferencial e ordinária

Economia|Do R7

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Logo da Petrobras na fachada da sede da empresa, no Brasil
Logo da Petrobras na fachada da sede da empresa, no Brasil REUTERS/Sergio Moraes

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou nesta quinta-feira (3) o pagamento de dividendos de R$ 3,3489 por ação preferencial e ordinária em circulação, o equivalente a R$ 43,68 bilhões, conforme cálculo da Reuters.

Os dividendos serão pagos em duas parcelas iguais, em 20 de dezembro e 19 janeiro de 2023, informou a petroleira sobre o fato relevante ao mercado.


A Petrobras afirmou que o valor proposto está alinhado com a atual política de remuneração aos acionistas da empresa e que é compatível com a sustentabilidade financeira da petroleira no curto, médio e longo prazo.

A empresa disse ainda que o dividendo está em linha com o seu compromisso de geração de valor para a sociedade e para os acionistas. A União, como acionista majoritária, deve receber a maior parte.


Mais cedo nesta quinta-feira, a FUP (Federação Única dos Petroleiros) e a Anapetro, que representa os petroleiros acionistas minoritários da Petrobras, afirmaram que iriam à Justiça questionar o que chamaram de "megadividendo", caso ele fosse aprovado, argumentando que isso reduz a capacidade de investimento da companhia.

A federação afirmou ainda que os dividendos totais do ano devem chegar perto de R$ 180 bilhões, enquanto os investimentos realizados pela estatal em 2022, até junho, somaram "apenas" R$ 17 bilhões.


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Ao informar sobre o valor aprovado, a Petrobras destacou que no Plano Estratégico 2022-26 os projetos de investimentos solicitados pelas áreas de negócios foram atendidos porque apresentam boa resiliência, além de serem suportados pela geração de caixa operacional e pelo fluxo de desinvestimentos, sem efeitos adversos na alavancagem.

Dessa forma, a empresa garantiu que "não existem investimentos represados por restrição financeira ou orçamentária e a decisão de uso dos recursos excedentes para remunerar os acionistas se apresenta como a de maior eficiência para otimização da alocação do caixa".


A atual política de remuneração aos acionistas da Petrobras prevê que, em caso de endividamento bruto inferior a US$ 65 bilhões, a companhia pode distribuir aos seus acionistas 60% da diferença entre o fluxo de caixa operacional e as aquisições de ativos imobilizados e intangíveis (investimentos).

Além disso, a política também prevê a possibilidade de pagamento de dividendos extraordinários, desde que sua sustentabilidade financeira seja preservada.

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