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Petrobras fala em aumento de preços em 2014 e paridade em 2015, dizem bancos

Economia|Do R7

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SÃO PAULO, 25 Mar (Reuters) - A Petrobras conta com um aumento de preços de derivados de petróleo no mercado interno antes do final do ano, com o objetivo de obter uma paridade em relação aos valores internacionais até 2015, disseram analistas de bancos após reunião com altos executivos da estatal realizada na segunda-feira.

A paridade de preços com o mercado internacional é fundamental para a companhia deixar de apresentar prejuízos na área de Abastecimento, uma vez que atualmente compra petróleo e combustíveis no mercado externo e vende a valores mais baixos no Brasil, por conta da política do governo (sócio controlador da Petrobras) de evitar impacto na inflação.

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"A senhora Foster (Maria das Graças Foster, presidente da Petrobras) afirmou que haverá um aumento de preços antes do final de 2014", disse o Itaú BBA, em relatório enviado a clientes.

No entanto, a presidente da Petrobras "não mencionou uma data específica ou a magnitude do aumento", acrescentou o Itaú BBA.

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"Achamos difícil de acreditar que haverá algum aumento de preços antes das eleições. Depois, é muito possível", opinaram os analistas.

O Itaú BBA disse ainda que o plano de investimentos da Petrobras assume uma paridade internacional para o diesel e gasolina até 2015, com base em previsões da estatal de um real mais forte frente ao dólar.

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Em outro relatório, o Credit Suisse afirma que a "confiança da administração para um aumento significativo de preço neste ano não estava lá (com a menção de que a paridade será provavelmente alcançada em 2015, não 2014)".

Procurada, a Petrobras disse por meio de sua assessoria de imprensa que não comenta tais informações.

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A Petrobras tem importado um volume significativo de petróleo e combustíveis para atender a um crescente consumo que a sua produção própria e suas refinarias não conseguem cobrir.

A propósito do parque de refino, que não acompanhou o crescimento do consumo de combustíveis nos últimos anos, os analistas mencionaram ainda que a Petrobras pretende ter participação minoritária nas futuras refinarias Premium, no Ceará e no Maranhão --tais empreendimentos não avançariam sem um parceiros.

(Por Roberto Samora)

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