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Petrobras ganha espaço no mercado com subsídio

Com a adoção de preços uniformes por todos os fornecedores, os importadores perderam competitividade para as refinarias da estatal

Economia|Do R7

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Petrobras ganha espaço no mercado com subsídio
Petrobras ganha espaço no mercado com subsídio

A decisão do governo de subsidiar o consumo de óleo diesel para acabar com a greve dos caminhoneiros beneficiou a Petrobras. Com a adoção de preços uniformes por todos os fornecedores do combustível, em linha com o mercado internacional, os importadores perderam competitividade para as refinarias da estatal.

Até então, os concorrentes se beneficiaram das altas de preços momentâneos da companhia, nos períodos em que a petroleira optava por aumentar suas margens. Com o programa de subvenção e o fim dessa janela de oportunidade, os importadores perderam espaço.

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Assim, a fatia de vendas da Petrobras passou de 79% em abril para 87% em junho. A estatal registrou R$ 590 milhões em subsídio pelo comércio de diesel no segundo trimestre. Esse valor, no entanto, ainda não foi pago pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), autarquia responsável pelo cálculo do ressarcimento aos fornecedores do combustível.

A empresa ainda tem R$ 281 de subsídio já contabilizado, relativo ao período de 8 de junho a 7 de julho.

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O governo editou em 31 de julho a Medida Provisória 847/18, renovando os termos da subvenção econômica ao diesel rodoviário até 31 de dezembro de 2018. O objetivo foi segurar o preço do diesel para o consumidor, depois que a greve dos caminhoneiros, deflagrada por causa dos ajustes diários do combustível, gerou desabastecimento e instabilidade no País, além de provocar a demissão do então presidente da empresa Pedro Parente.

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De acordo com o atual presidente da estatal, Ivan Monteiro, o ganho de mercado em relação a outros importadores de diesel não deve continuar no resto do ano. Para ele, os agentes estão levando um tempo para avaliar as novas regras, mas devem voltar ao mercado.

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"O que ocorreu foi uma primeira reação, uma redução do volume de importação, mas vai voltar à normalidade. O que a Petrobras espera é que haja uma saudável competição entre a Petrobras e os agentes de importação, em beneficio do consumidor", disse Monteiro.

Os importadores cresceram no mercado interno de diesel nos primeiros meses do ano, quando a Petrobras praticava nas refinarias valores em paridade com o mercado internacional. Com a intervenção do governo, que utiliza para o cálculo do subsídio um valor de referência estipulado pela ANP, e não o valor no mercado externo, o negócio deixou de ser atraente.

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Apesar de ainda não ter sido ressarcido com o subsídio, Monteiro disse considerar normal a demora do pagamento, devido ao grande número de notas fiscais que precisam ser conferidas. No caso da Petrobras, o número para o período contabilizado gira em torno das 20 mil notas, informou o diretor Financeiro e de Relações com o Mercado, Rafael Grisolia.

A empresa ainda avalia se vai aderir à terceira fase do programa para continuar recebendo o subsídio do governo. A primeira fase do programa abrange o período de 30 de maio a 7 de junho e a segunda fase de 8 a 31 de junho.

A demanda por diesel não está evoluindo em agosto na comparação com julho, de acordo com o diretor de Refino e Gás Natural, Jorge Celestino. Ele explicou que a decisão de importar ou produzir no mercado interno é puramente econômica, e que às vezes vale mais a pena exportar o petróleo, cujos preços estão em alta e têm variado bastante, do que utilizar esse petróleo para produzir diesel nas refinarias brasileiras. "Trabalhamos com a melhor decisão econômica, às vezes é melhor exportar petróleo e importar diesel para atender o mercado interno", afirmou.

Em junho, as refinarias da Petrobras operaram com aproveitamento de 81%, voltando ao patamar de 2016. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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