Petrobras tem prejuízo de R$ 1,25 bilhões no 1º trimestre de 2016
Resultado negativo foi influenciado pelas despesas e queda no preço do petróleo
Economia|Do R7

A Petrobras registrou prejuízo de R$ 1,25 bilhão no primeiro trimestre, com o resultado impactado por maiores despesas com juros e a variação cambial, em meio a queda dos preços do petróleo e recuo na produção.
Segundo a Petrobras, o resultado financeiro ficou negativo em R$ 8,693 bilhões, 55% ou R$ 3,072 bilhões superior ao resultado do mesmo período do ano passado.
— Contribuíram para este resultado o maior efeito de variação cambial, a maior reclassificação do hedge accounting para o resultado e o acréscimo nas despesas com juros, refletindo o maior endividamento e o efeito da depreciação do real frente ao dólar.
A estatal, envolvida em um grande escândalo de corrupção apurado pela Operação Lava Jato, registrou no primeiro trimestre do ano passado um lucro de R$ 5,33 bilhões. No quarto trimestre de 2015, a empresa teve prejuízo histórico de R$ 36,9 bilhões, impactado por baixas contábeis.
A produção de petróleo e gás natural da Petrobras caiu 7% nos primeiros três meses do ano em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto a venda de derivados no mercado doméstico recuou 8%, em meio à recessão econômica.
A receita total de vendas da companhia atingiu R$ 70,3 bilhões, recuo de 5% na comparação anual.
Um aumento dos custos com depreciação e maiores gastos com ociosidade de equipamentos, principalmente de sondas, também pesaram sobre o resultado.
Endividamento
No primeiro trimestre, a geração de caixa medida pelo lucro antes juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado somou R$ 21,091 bilhões, ante R$ 21,518 bilhões nos três primeiros meses de 2015.
A empresa reportou ainda um fluxo de caixa livre positivo no montante de R$ 2,38 bilhões no primeiro trimestre, ante R$ 1,253 bilhão negativo no mesmo período do ano passado, com uma melhora devido a maiores margens de diesel e gasolina no mercado interno, menores gastos com participações governamentais e importações, bem como redução dos investimentos.
Já o endividamento líquido da Petrobras, fator de grande preocupação para a empresa que enfrenta preços de petróleo mais baixos, recuou 6 por cento na moeda brasileira ante 31 de dezembro de 2015, para R$ 369,5 bilhões. Mas na moeda norte-americana, a dívida subiu 3% para R$ 103,8 bilhões.
Já o índice de dívida líquida sobre o Ebitda ajustado dos últimos 12 meses (LTM Ebitda) passou para 5,03 vezes, ante 5,31 vezes ao final do ano passado.















