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Petroleiros seguem em greve pelo segundo dia em todo o País

Paralisação que exige melhoras salariais seguirá por tempo indeterminado, diz federação

Economia|Do R7

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A greve dos petroleiros contrários ao leilão da área petrolífera de Libra, no pré-sal de Libra, iniciada na última quinta-feira (17), segue com adesão total da categoria pelo segundo dia seguido em todo o País.

Segundo a FUP (Federação Única dos Petroleiros), que reúne sindicatos da categoria, a greve, que também pede melhorias salariais, seguirá por tempo indeterminado.

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A paralisação atinge todas as refinarias, terminais, plataformas, campos de produção e unidades operacionais da Petrobras no País. Apesar da pressão dos trabalhadores, a empresa garante que não haverá interrupção do abastecimento e que o leilão ocorrerá na data prevista, na próxima segunda-feira (21).

Procurada, a Petrobras informou que em ocasiões como essa tem como prática tomar as medidas necessárias para garantir suas operações, "de modo a não haver qualquer prejuízo às atividades da empresa e ao abastecimento do mercado, sendo mantidas as condições de segurança dos trabalhadores e das instalações da companhia".

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A companhia não informou os eventuais impactos da paralisação na sua produção. Segundo a FUP, a operação está sendo mantida pelas equipes de contingência da Petrobras, formadas por gerentes, supervisores e outros profissionais que normalmente não executam as tarefas de rotina das refinarias, plataformas e terminais.

"Coloca em risco a segurança das equipes e das próprias unidades", disse a federação em nota.

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Em nota, a Petrobras disse que propôs aumento de 7,68% e benefícios como plano de saúde, melhorias nas condições de trabalho, além de propostas educacionais.

A empresa afirmou "estar aberta ao processo de negociação com entidades sindicais sobre o Acordo Coletivo de Trabalho 2013”.

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Os trabalhadores pedem reajuste de 16,53% no salário-base.

Leilão

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) garante a realização do leilão. De acordo com a diretora-geral da autarquia, Magda Chambriard, não existe nenhuma possibilidade de não ter leilão, mesmo que os protestos se avolumem.

A Petrobras informou ter adotado medidas para garantir a normalidade das operações "de modo a não haver qualquer prejuízo às atividades da empresa e ao abastecimento do mercado, sendo mantidas as condições de segurança dos trabalhadores e das instalações da companhia".

Em nota divulgada na tarde desta quinta-feira (17), a empresa informa que não dará opinião sobre os motivos da greve dos funcionários iniciada hoje. Os trabalhadores são contra o leilão do Campo de Libra, marcado para o dia 21, e o projeto de lei 4330, que regulamenta a terceirização de mão de obra nos serviços público e privado.

No fim da tarde da última quinta, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, informou que a presidente Dilma Rousseff assinou um decreto que autoriza o envio de tropas do Exército para reforçar a segurança do leilão do Campo de Libra.

Além das tropas do Exército, também participarão homens da Força Nacional de Segurança, da PF (Polícia Federal) e da PRF (Polícia Rodoviária Federal).

Dilma recorreu ao princípio da garantia da lei e da ordem para avalizar a atuação dos soldados na segurança do leilão. As Forças Armadas só podem ser utilizadas para fins de segurança pública em casos assim ou de monitoramento das fronteiras.

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