Petróleo fecha em leve alta em Nova York a US$101,56 o barril
Economia|Do R7
Os preços dos contratos futuros de petróleo fecharam em leve alta nesta quinta-feira em Nova York, em um mercado prudente diante da crise na Ucrânia e assimilando ainda o relatório sobre um aumento das reservas de petróleo nos Estados Unidos.
O barril de "light sweet crude" (WTI) para entrega em abril subiu 11 centavos a 101,56 dólares no New York Mercantile Exchange(Nymex).
Em Londres, o barril de Brent do mar do Norte para entrega em abril fechou em 108,10 dólares no Intercontinental Exchange (ICE), em alta de 34 centavos em comparação ao fechamento de quarta-feira.
A cotação de petróleo, que começou o dia em queda, se recuperou no contexto da crise ucraniana, país chave para a produção e transferência de petróleo.
Segundo Carl Larry, da Oil Outlooks and Opinion, as novas sanções impostas pelos Estados Unidos a partir desta quinta-feira aos envolvidos na desestabilização na Ucrânia "apresentam a questão de uma possível nova escalada (da tensão) durante o fim de semana".
Washington anunciou restrições à entrega de vistos e o congelamento de ativos dos ucranianos ou russos que considera responsáveis pela situação na Ucrânia, enquanto os presidentes da União Europeia, reunidos em Bruxelas, suspenderam as negociações bilaterais sobre os vistos e ameaçaram decretar sanções ainda mais duras contra Moscou se não resolve a tensa situação.
Enquanto na Crimeia, península ucraniana de dois milhões de habitantes de língua russa, o Parlamento decidiu que os eleitores poderão optar por se unir à Rússia em um referendo que é considerado violador do direito internacional pelos Estados Unidos.
Contudo, os temores de uma verdadeira perturbação do mercado de petróleo mundial são limitados no momento, segundo Tim Evans, da Citi Futures.
"Parece no mercado que a Rússia é muito importante para que as sanções afetem verdadeiramente sua produção de petróleo e de gás" natural, considerou.
A Rússia é o segundo produtor mundial de gás natural e, em janeiro, era o primeiro de petróleo, segundo a Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep).
O mercado também continuava assimilando um relatório publicado nesta quarta-feira pelo Departamento de Energia, que apontou um aumento das reservas de petróleo e de produtos destilados maior que o previsto nos Estados Unidos na semana passada.
Os operadores também reagiram a um dado positivo sobre o emprego nos Estados Unidos, primeiro consumidor mundial de petróleo. O Departamento de Trabalho informou nesta quinta-feira que as inscrições semanais ao seguro desemprego caíram mais que o previsto pelos analistas na semana encerrada dia 1º de março.
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