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Porto Seguro: prioridade de Temer teria de ser diminuir vinculação de gastos

Economia|Do R7

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O economista-chefe da Porto Seguro Investimentos, José Pena, avaliou que o desafio da equipe do presidente interino Michel Temer é preocupante pelo tamanho. "Vejo com preocupação o tamanho do desafio que Temer encontrará. O desarranjo é gigantesco", disse.

Segundo o especialista, a boa notícia que pode ajudar o governo a enfrentar a atual difícil situação política são os nomes da equipe econômica do peemedebista. "Henrique Meirelles e Ilan Goldfjan são nomes de credibilidade e qualquer ação que eles anunciem o mercado vai entender que é estritamente de viés econômico", falou.

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Nesse sentido, ele acredita que o Banco Central deverá agir com dureza no início do novo governo, pois ambos têm perfis de "quem já chega jogando". "Pode até ser que o começo do ciclo de corte da Selic 'atrase', mas quando vier não desapontará", espera.

Com relação a ajustes, Pena disse que a prioridade deveria ser a diminuição e os vínculos dos gastos. "Mexer na Previdência também deveria ser foco, mas é mais para médio prazo", disse.

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Porém, Pena ressalta que são necessárias medidas para aumentar arrecadação. "Gostando ou não da ideia, vai ter que ter aumento de tributação, seja ele temporário ou definitivo", disse, citando que a volta da CPMF é certeza, a questão é só o tempo.

O economista-chefe da Porto Seguro Investimentos também fez algumas considerações sobre a aposta do governo nas exportações com um dos pilares para a retomada do crescimento da economia. "Além de ainda sermos um País muito fechado para o comércio internacional, a parcela do setor exportador no PIB ainda é muito baixa. E o comércio externo não traz ganho tributário relevante como o consumo interno", ressaltou.

Pena ainda disse que o maior impacto das medidas do governo Temer virá em 2017. "2016 está praticamente dado e acredito numa queda de 3,8% no PIB neste ano", afirmou. Para o ano que vem, o especialista aposta em um crescimento de 1% a 1,5% do PIB, com chance de chegar a 2%.

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