Pré-sal: Cruzeiro do Sul e Sudoeste de Sagitário não recebem ofertas
A Petrobras havia exercido seu direito de preferência para a segunda área, mas acabou não entregando envelope com oferta
Economia|Do R7

Os blocos Cruzeiro do Sul e Sudoeste de Sagitário não receberam ofertas durante a 6ª Rodada de Partilha de Produção, nesta quinta-feira (7).
A primeira área de exploração de pré-sal foi ofertada por bônus de assinatura e R$ 1,15 bilhão e porcentual de óleo lucro mínimo de excedente em óleo de 29,52%.
Já Sudoeste de Sagitário tinha bônus de R$ 500 milhões e porcentual mínimo de 26,09%. A Petrobras havia exercido seu direito de preferência, mas acabou não entregando envelope com oferta.
Se todos os blocos fossem arrematados, a União iria arrecadar R$ 7,850 bilhões em bônus de assinatura, valor que é pago pelas empresas para poder firmar os contratos.
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Terceiro leilão
A 6ª Rodada foi o último dos três leilões realizados este ano pela ANP. Em 10 de outubro, a agência fez a 16ª Rodada de Concessão e arrecadou R$ 8,915 bilhões em bônus de assinatura para a União, com a concessão de 12 dos 36 blocos ofertados.
O segundo leilão, considerado o maior da história, foi realizado quarta-feira (6), e ofereceu a possibilidade de produzir em áreas do pré-sal que já estavam em desenvolvimento pela Petrobras por meio do contrato de cessão onerosa. O resultado frustrou as expectativas do governo federal.
Assinado em 2010, esse contrato cedia à Petrobras um limite de 5 bilhões de barris de óleo equivalente, e foi leiloada a possibilidade de produzir além desse limite. Estimativas apontam que as reservas nas quatro áreas podem chegar a 15 bilhões.
Com os dois blocos arrematados, os cofres públicos e a Petrobras vão arrecadar R$ 69,960 bilhões em bônus de assinatura, valor que deve ser pago até 27 de dezembro.
Do montante, R$ 34,6 bilhões ficarão com a Petrobras, e o restante será dividido entre União (R$ 23 bilhões), estados, (R$ 5,3 bilhões), municípios (R$ 5,3 bilhões) e o Rio de Janeiro, que terá uma parcela adicional de R$ 1,1 bilhão por ser o estado produtor.
















