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Precificação e ajuste: economista explica movimentação do mercado no pós-eleição

‘É como se, nessa semana, o mercado financeiro tentasse voltar para antes do primeiro turno’, explica Carla Beni

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Com a reeleição de Lula, o dólar subiu de R$ 5,03 para R$ 5,49, surpreendendo investidores.
  • Carla Beni, economista da FGV, afirmou que o mercado financeiro está tentando se ajustar após as eleições.
  • Flávio Bolsonaro alterou seu discurso sobre ajuste fiscal, influenciando o comportamento da bolsa.
  • O cenário agora envolve recalibrar apostas e avaliar o impacto do novo mandato sobre juros, câmbio e contas públicas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, a cotação do dólar subiu de R$ 5,03 para R$ 5,49 nesta segunda-feira (26). A virada do petista surpreendeu os investidores e foi contra as pesquisas de intenção de voto, que indicavam uma vitória de Flávio Bolsonaro. “A gente costuma falar que a bolsa de valores sobe no boato e cai no fato”, exemplificou Carla Beni.

Economista e professora da FGV (Fundação Getulio Vargas), ela explicou no Conexão Record News desta segunda as oscilações. “Como todas as pesquisas estavam colocando o Flávio na frente, houve uma precificação de que Flávio seria o vencedor [...]. O que a gente vê hoje é um ajuste. É como se, nessa semana, o mercado financeiro tentasse voltar para antes do primeiro turno”.

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Ela pondera, entretanto, que acenos do candidato bolsonarista na última semana já provocavam no mercado um efeito não muito diferente do que foi visto de fato. “Era uma movimentação que já estava sendo esperada, mesmo que Flávio fosse o vencedor”.

“No último debate, Flávio fez um discurso oposto sobre o ajuste fiscal, do corte de gastos. [...] Nessa mesma semana, o Flávio começou a mudar o discurso em relação ao fim da escala 6x1 e se viu pressionado a votar a favor. O que aconteceu? A bolsa começou a fazer uma inversão”, explicou a economista, que não acredita que a bolsa teria a mesma euforia vista no primeiro turno.

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“Agora, o cenário é de recalibrar as apostas e avaliar os possíveis efeitos do novo mandato sobre os juros, o câmbio, a bolsa de valores e as contas públicas, para analisar esse comportamento da moeda norte-americana neste pós-eleição”, concluiu.

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