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Preço das bebidas acompanha temperaturas e sobe mais que a inflação

Erva-mate foi a campeã e teve alta de 67,75% em relação ao verão passado

Economia|Do R7

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A erva-mate foi a campeã entre a lista de itens que mais sofreram elevação de preço: ficou 67,75% mais cara de um verão para outro
A erva-mate foi a campeã entre a lista de itens que mais sofreram elevação de preço: ficou 67,75% mais cara de um verão para outro

O calor registrado em grande parte do País nas últimas semanas tem afetado o bolso dos consumidores. Já que, segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas), a “inflação de verão” — média dos principais produtos e serviços mais utilizados na estação mais quente do ano — ficou 8,61% mais alta neste ano do que no mesmo período do ano passado. Enquanto o IPC-BR (Índice de Preços ao Consumidor) está em 5,61%.

O grande vilão foram as bebidas compradas tanto nos supermercados quanto em lanchonetes, praias e restaurantes. A erva-mate foi a campeã entre a lista de itens que mais sofreram elevação de preço entre fevereiro de 2013 e janeiro de 2014: ficou 67,75% mais cara.


Seguida dos sucos de fruta (13,83%), dos refrigerantes e água mineral (12,60%) e das cervejas e chopes (10,92%), todos consumidos fora de casa. A polpa de fruta, as cervejas, os refrigerantes e água mineral, e as bebidas de soja compradas no supermercado sofreram reajustes de 16,16%; 11,69%; 9% e 6,82%, respectivamente.

Horário de verão gerou economia de R$ 405 milhões


Já os protetores de pele ficaram 8,48% mais caros de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014. Segundo o economista da FGV/IBRE, André Braz, a culpa dos preços altos não é apenas do verão.

— Existe uma carga tributária que justifica uma parte desse aumento de preços e uma demanda por esses produtos e serviços que justifica outra parte.


Na categoria serviços, a academia de ginástica sofreu variação de 6,38% nos últimos 12 meses. Hotel, passagem aérea e clube de recreação; 8%; 6,75% e 5,71%, respectivamente.

De volta à lista dos produtos, o preço dos liquidificadores registrou alta de 7,10%; de geladeiras e freezeres, 7,10%; ar-condicionado, 3,77%; e ventiladores e circuladores de ar, 2,27%.

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