Preço do petróleo deve disparar caso estreito de Ormuz permaneça fechado, diz economista
Trump diz que vai oferecer seguro federal para embarcações comerciais no Golfo Pérsico e sugerir escolta naval na região para tentar estabilizar valores
Economia|Do R7, com RECORD NEWS
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Com o fechamento do estreito de Ormuz, a exportação de petróleo do Oriente Médio ficará prejudicada. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que vai oferecer seguro federal para embarcações comerciais no Golfo Pérsico e sugerir escolta naval na região para tentar estabilizar preços. Mesmo com os anúncios, o barril do tipo Brent segue acima de US$ 81 (R$ 422,93, na cotação atual).
Em entrevista ao Hora News desta quarta-feira (4), o economista Marcelo Bassani explicou que Ormuz corresponde a uma boa porcentagem do petróleo que é distribuído no mundo, já que a passagem é responsável por boa parte do tráfego dos navios de petróleo.

“Esse canal tem uma responsabilidade enorme sobre o todo e principalmente sobre o preço do petróleo. [...] Se ele ficar fechado, como o Irã está dizendo em relação a essas retaliações, a colocar fogo nos navios, a gente vai ter menos oferta de petróleo no mundo nas próximas semanas, nos próximos meses. O que está fazendo, na prática, o preço do barril disparar”, pontuou.
Bassani apontou que, tanto a captura de Nicolás Maduro na Venezuela, quanto o ataque ao Irã, ambas ações dos EUA sob o comando de Trump, aconteceram em um sábado. “Esses eventos são super eventos e, quando eles acontecem, via de regra, as bolsas tendem a despencar, pode ter circuit breaker. Quando você faz um evento desse no final de semana, com os mercados fechados, tem tempo dos investidores institucionais e pessoas físicas também pensarem e entenderem como irão agir”, completou.
Segundo o economista, a partir do momento em que o petróleo atinge um preço mais caro, isso impacta na cesta de produtos e serviços americanos. E, esse impacto, via de regra, terá uma pressão nos preços de uma pressão inflacionária, ficando mais difícil de ter eventuais cortes de juros.
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