Preço na porta da fábrica recua em dezembro
Evolução dos preços sem impostos e fretes ficou abaixo do nível de novembro e outubro
Economia|Do R7

O preço na porta da fábrica subiu 0,56% em dezembro do ano passado, na comparação com o mês anterior. A variação ficou abaixo dos níveis de setembro (0,95%), outubro (0,66%) e novembro (1,06).
De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o acumulado do ano passado foi de 4,42% em dezembro. Também houve recuo na comparação com os 12 meses acumulados em novembro (4,47%).
Em dezembro do ano passado, 18 das 23 atividades pesquisadas apresentaram alta de preços, contra 20 do mês anterior. As quatro maiores variações de dezembro em relação a novembro foram em outros equipamentos de transporte (2,22%), fumo (2,05%), papel e celulose (1,99%) e calçados e artigos de couro (1,81%).
Os itens com maior influência, ou impacto, na variação de dezembro contra novembro (0,56%) foram refino de petróleo e produtos de álcool (0,18 pontos percentuais), alimentos (0,09 p.p.), outros produtos químicos (-0,09 p.p.) e papel e celulose (0,07 p.p.).
Alimentos
Em dezembro, os preços do setor de alimentos variaram em 0,48% em relação aos de novembro. Vale dizer que, nos primeiros sete meses do ano, houve apenas um resultado positivo (fevereiro, com 0,56%) e, nos últimos cinco, todos positivos, sendo o resultado de dezembro o menor não só entre os últimos como também menor do que o de fevereiro.
O resultado anual de 2014 foi de uma variação de 0,83%, a menor de toda a série, cujo pico se deu em dezembro de 2010 (21,24%); a menor taxa antes da atual havia sido a de dezembro de 2011 (3,08%).
Na comparação com o mês anterior "leite esterilizado / UHT / Longa Vida" se destaca com contribuição negativa em termos de variação e de influência. Os outros produtos em destaque em termos de influência - com impacto de 0,03 p.p. em 0,48% - foram "carnes de bovinos frescas ou refrigeradas" (contribuição positiva), "resíduos da extração de soja" (negativa) e sucos concentrados de laranja (positiva).
A desvalorização cambial ocorrida em dezembro (de 3,60%) explica o que ocorreu com o preço de suco de laranja e, em parte, com carnes bovinas frescas. Em parte porque, no caso de carnes, a questão da demanda internacional aquecida é também um fator que se deve levar em conta. Já no caso de resíduos de soja, mesmo com a pressão do câmbio, os preços caíram, refletindo a oferta elevada no País.
















