Preço na porta da fábrica tem maior alta desde janeiro do ano passado
Das 24 atividades avaliadas pelo IBGE, 22 tiveram aumento nos preços em setembro
Economia|Do R7

O preço na porta da fábrica, medido pelo IPP (Índice de Preços ao Produtor), apresentou alta em setembro deste ano em todas as formas de comparação, de acordo com dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (27).
Na comparação de setembro com agosto, a alta foi de 3,03%, superior ao de agosto com mês anterior (0,96%). Esse resultado é o maior da série, que teve início em janeiro de 2014.
No acumulado no ano, a alta foi de 7,80% em setembro, contra 4,63% em agosto. Já nos últimos 12 meses, o IPP acumula alta de 9,44%, contra 7,27% em agosto.
Entre as 24 atividades das indústrias extrativas e de transformação, 22 apresentaram variações positivas de preços.
O IPP das Indústrias Extrativas e de Transformação mede a evolução dos preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange informações por grandes categorias econômicas, ou seja, bens de capital, bens intermediários e bens de consumo (duráveis e semiduráveis e não duráveis).
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Setores
Entre as grandes categorias econômicas, em setembro, a variação de preços de 3,03% frente a agosto repercutiu da seguinte maneira: 2,92%, em bens de capital; 3,73%, em bens intermediários; e 1,91%, em bens de consumo, sendo que 0,67% foi a variação observada em bens de consumo duráveis e 2,30%, em bens de consumo semiduráveis e não duráveis.
A influência das categorias foi: 0,26 p.p. de bens de capital, 2,12 p.p. de bens intermediários e 0,65 p.p. de bens de consumo. No caso de bens de consumo, 0,60 p.p. se deveu às variações de preços observadas nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis e 0,06 p.p. nos bens de consumo duráveis.
No acumulado em 12 meses, a variação de preços da indústria alcançou, em setembro, 9,44%, com as seguintes variações: bens de capital, 16,83% (1,39 p.p.); bens intermediários, 9,48% (5,43 p.p.); e bens de consumo, 7,61% (2,62 p.p.), sendo que a influência de “bens de consumo duráveis” foi de 0,60 p.p. e a de “bens de consumo semiduráveis e não duráveis” de 2,03 p.p.
22 das 24 atividades apresentaram variações positivas de preços
Em setembro/2015, 22 das 24 atividades apresentaram variações positivas de preços, contra 20 do mês anterior. As quatro maiores variações observadas em setembro/2015 foram: Indústrias extrativas (12,50%), fumo (8,38%), outros equipamentos de transporte (7,95%) e alimentos (5,48%). Em termos de influência, sobressaíram alimentos (1,04 p.p.), Indústrias extrativas (0,37 p.p.), outros produtos químicos (0,37 p.p.) e outros equipamentos de transporte (0,20 p.p.).
O indicador acumulado no ano atingiu 7,80%, contra 4,63% em agosto/2015. Entre as atividades que, em setembro/2015, tiveram as maiores variações percentuais, destacaram-se: outros equipamentos de transporte (34,41%), fumo (32,94%), papel e celulose (23,10%) e madeira (18,01%). Os setores de maior influência foram: alimentos (1,93 p.p.), outros produtos químicos (1,32 p.p.), papel e celulose (0,78 p.p.) e outros equipamentos de transporte (0,73 p.p.).
No acumulado nos 12 meses, a variação de preços ocorrida foi de 9,44%, contra 7,27% em agosto de 2015. As quatro maiores variações de preços ocorreram em outros equipamentos de transporte (45,33%), fumo (44,67%), papel e celulose (30,35%) e madeira (25,91%). Os setores de maior influência (tabela 3) foram: alimentos (2,48 p.p.), outros produtos químicos (1,43 p.p.), papel e celulose (0,99 p.p.) e outros equipamentos de transporte (0,90 p.p.).















