Preços do petróleo caem após Trump cancelar ataque ao Irã para buscar acordo
Recuo foi de cerca de US$ 5 por barril nesta segunda-feira (3), em dia marcado por perdas nos contratos do Brent e do WTI
Economia|Da Reuters
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Os preços do petróleo caíram cerca de US$ 5 por barril nesta segunda-feira (3), depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adiou um novo ataque ao Irã, buscando um acordo rápido com o país, que negou a existência de planos para negociações.
Os contratos futuros do petróleo Brent caíram US$ 4,43, ou 5,04%, para US$ 83,50 por volta das 10h30, após recuperarem parte das perdas da mínima de três semanas atingida no início da sessão. O petróleo bruto WTI (West Texas Intermediate) dos EUA estava cotado a US$ 79,21 o barril, uma queda de US$ 5,46, ou 6,45%. Ambos os índices de referência registraram suas maiores quedas diárias em termos absolutos e percentuais desde a última segunda-feira.
Os dois contratos registraram aumento superior a 20% no mês passado, após a retomada dos confrontos entre EUA e Irã e os ataques a vários petroleiros perto de Omã, o que elevou as preocupações com a segurança e impediu que as empresas de transporte marítimo entrassem no Golfo para carregar petróleo.
O Irã afirmou na segunda-feira que não havia negociações em andamento com os Estados Unidos nem planos para quaisquer reuniões. A declaração contradisse o presidente americano Donald Trump — que havia citado conversas para justificar o cancelamento dos ataques, repetindo padrões anteriores.
Fluxo de petróleo
Dois navios-tanque carregados com petróleo saudita cruzaram o Estreito de Bab el-Mandeb, saindo do Mar Vermelho, durante o fim de semana, mas o tráfego marítimo diminuiu no Estreito de Ormuz e em Bab el-Mandeb, segundo dados de navegação.
A Agência de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido registrou três ataques a navios-tanque desde sábado (1º).
No domingo (2), a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados, conhecidos como OPEP+, aprovaram um aumento na cota de produção de petróleo de cerca de 188 mil barris por dia a partir de setembro.
As interrupções nas exportações do Golfo, da Rússia e do Cazaquistão, causadas pelas guerras no Irã e na Ucrânia, fizeram com que os sucessivos aumentos mensais da OPEP+ durante a maior parte deste ano não se traduzissem em mais petróleo no mercado.
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