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Prévia da inflação do aluguel acelera alta na primeira análise de abril

Conta de luz, adubos e farelo da soja contribuíram para essa alta

Economia|Do R7, com Reuters

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Tarifa de eletricidade residencial (0,63% para 6,46%) e medicamentos em geral (0,29% para 1,31%) puxaram a inflação para cima
Tarifa de eletricidade residencial (0,63% para 6,46%) e medicamentos em geral (0,29% para 1,31%) puxaram a inflação para cima

A prévia da inflação do aluguel, o IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) subiu 1,03% na primeira leitura de abril, contra alta de 0,74% no mesmo período de março, informou a FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta sexta-feira (10). Além dos contratos de aluguel, o IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de outros contratos, como os de energia elétrica.

O indicador é formado pela média aritmética ponderada de três outros índices de preços: o IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) com 60%, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) com 30% e o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) com 10%.


O IPA registrou variação de 1,28%, no primeiro decêndio de abril. No mesmo período do mês de março, o índice variou 0,79%. A taxa de variação do índice referente a Bens Finais passou de 1,12% para 0,80%. Contribuiu para este movimento o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 5,12% para -0,94%.

O índice correspondente aos Bens Intermediários variou 1,48%, ante 0,25%, no mês anterior. A principal contribuição para este avanço partiu do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, que passou de -0,17% para 1,62%.


O índice referente a Matérias-Primas Brutas registrou variação de 1,61%. No mês anterior, a taxa foi de 1,04%. Entre os itens com taxas em trajetória crescente, destacam-se: café (em grão) (-3,23% para 4,40%), minério de ferro (-1,14% para 1,93%) e bovinos (-0,11% para 1,20%). Em sentido oposto, vale mencionar: leite in natura (3,33% para 1,17%), aves (2,56% para 0,34%) e milho (em grão) (2,86% para 1,00%).

O IPC apresentou taxa de variação de 0,53%, no primeiro decêndio de abril. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de 0,88%. Seis das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Transportes (2,49% para 0,19%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de 9,04% para 1,07%.


Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos:

- Alimentação (0,73% para 0,32%),


- Educação, Leitura e Recreação (0,57% para -0,46%),

- Despesas Diversas (0,67% para 0,44%),

- Vestuário (-0,54% para -0,65%) e

- Comunicação (-0,01% para -0,02%).

Os itens que mais contribuíram para estes movimentos foram: hortaliças e legumes (5,34% para -2,06%), passagem aérea (4,78% para -20,03%), cigarros (0,58% para 0,00%), roupas (-0,98% para -0,44%) e mensalidade para internet (0,13% para -0,95%), respectivamente.

Em contrapartida, apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos:

- Habitação (0,67% para 1,39%) e

- Saúde e Cuidados Pessoais (0,59% para 1,07%).

Nestas classes de despesa, destacam-se os itens: tarifa de eletricidade residencial (0,63% para 6,46%) e medicamentos em geral (0,29% para 1,31%), respectivamente.

O INCC registrou, no primeiro decêndio de abril, taxa de variação de 0,69%, acima do resultado do mês anterior, de 0,20%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,92%. No mês anterior, a taxa foi de 0,24%. O índice que representa o custo da Mão de Obra apresentou taxa de variação de 0,48%, em abril. No mês anterior, este índice variou 0,16%.

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