Prévia do crescimento econômico fecha 2014 negativo, diz Banco Central
Índice de Atividade Econômica teve queda em todos os níveis de comparação em dezembro
Economia|Do R7, com Reuters

A prévia do PIB (Produto Interno Bruto), calculada pelo IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) do BC (Banco Central), caiu 0,15% no acumulado de 2014, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (12).
O resultado de dezembro só apresentou evolução na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Os indicadores dessazonalizados (ajustados para o período), por outro lado, tiveram resultado negativo em todos os níveis apresentados pelo BC. Na comparação de dezembro do ano passado com novembro, a queda foi de 0,55%. Já em relação a dezembro de 2013, a queda foi de 0,12%.
No quarto trimestre na comparação com o terceiro, o IBC-Br mostrou contração de 0,15%.
De acordo com o professor de macroeconomia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Pedro Raffy Vartanian, “já era esperado um resultado do PIB próximo de zero em 2014 em decorrência de uma série de fatores, como a política monetária contracionista, o cenário eleitoral e as incertezas sobre os rumos da política econômica”.
O professor destaca que o resultado confirma que o PIB de 2014, a ser divulgado pelo IBGE, terá o pior resultado desde 2009, ano em que o País sentiu os efeitos da crise financeira internacional.
Analistas consultados pela Reuters esperavam queda de 0,8% na comparação mensal em dezembro, de acordo com a mediana de 21 projeções. As projeções variaram de recuo de 0,3% a 1,7%.
O mercado financeiro previa que 2014 não teria crescimento ou queda. No último boletim Focus, divulgado pelo BC na segunda-feira (9), a taxa esperada era de zero no ano passado.
Prévia do PIB
O IBC-Br é uma forma de antecipar os resultados da atividade econômica brasileira. O índice traz informações sobre o nível de atividade da indústria, comércio e serviços e agropecuária.
O acompanhamento do indicador é considerado importante pelo BC para que haja maior compreensão da atividade econômica, além de contribuir para as decisões do Copom (Comitê de Política Monetária), responsável por definir a taxa básica de juros, a Selic.















