Produção industrial cai e fecha 2014 no pior resultado em cinco anos
Em 2013 a produção industrial havia subido 2,1%, enquanto em 2009 houve um recuo de 7,1%
Economia|Do R7

A produção industrial brasileira terminou 2014 com contração de 3,2%, no pior resultado anual em cinco anos, após recuar 2,8% em dezembro sobre o mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (3).
Em 2013 a produção industrial havia subido 2,1%, enquanto em 2009 houve um recuo de 7,1%. Na comparação com dezembro de 2013, a produção teve queda de 2,7%.
No confronto com igual mês do ano anterior, o total da indústria apontou redução (-2,7%) em dezembro de 2014, décima taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação.
A expectativa em pesquisa da Reuters era de que a produção registrasse recuo de 2,5% em dezembro sobre o mês anterior na mediana das projeções de 29 analistas, que foram de recuo de 0,4% a 3,2%.
Na base anual, a estimativa era de recuo de 2,4% na mediana de 27 projeções, que variaram de queda de 0,3% a 4,0%.
Setor
A redução da atividade industrial na passagem de novembro para dezembro (-2,8%) mostrou resultados negativos nas quatro grandes categorias econômicas e em 17 dos 24 ramos pesquisados. Entre os setores, as principais influências negativas foram registradas por veículos automotores, reboques e carrocerias (-5,8%), máquinas e equipamentos (-8,2%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,5%).
utras contribuições negativas importantes sobre o total da indústria vieram das atividades de produtos têxteis (-12,0%), de produtos diversos (-16,3%, eliminando o avanço de 17,2% verificado no mês anterior), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-4,6%), de metalurgia (-2,1%), de produtos de borracha e de material plástico (-2,8%), de produtos de metal (-3,0%) e de produtos de minerais não-metálicos (-1,7%).
Entre os cinco ramos que ampliaram a produção nesse mês, destacam-se confecção de artigos do vestuário e acessórios (8,7%), perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza (2,3%), bebidas (2,8%) e indústrias extrativas (0,5%).















