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Protecionismo agrícola na Europa ameaça acordo com Mercosul

Economia|Do R7

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BRASÍLIA (Reuters) - Países da União Europeia (UE) liderados por França e Irlanda propuseram adiar uma oferta de comércio agrícola ao Mercosul até que as regras sejam acordadas para se evitar uma concorrência desleal, disseram diplomatas na quinta-feira, criando um potencial obstáculo para o acordo.

Em uma carta à Comissão Europeia, os países disseram ser particularmente vulneráveis ​​às importações de etanol, açúcar e carnes bovina e de frango do Mercosul, e afirmaram que uma oferta da UE relacionada a cotas de importação seria "inoportuna" até que um "campo de jogo nivelado" possa ser alcançado.

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A oferta agrícola da UE deveria ser entregue na próxima semana durante negociações em Brasília. A resolução das diferenças em relação à agricultura é crucial se os dois lados quiserem chegar a um acordo político até o fim do ano, que é o objetivo do Mercosul.

A carta que pede o adiamento da oferta, vista pela Reuters, foi assinada por Áustria, Bélgica, França, Hungria, Irlanda, Lituânia, Luxemburgo, Romênia, Polônia, Eslováquia e Eslovênia.

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Uma carta em resposta que pressiona a UE a fazer uma oferta agrícola na próxima semana foi assinada na quinta-feira por Alemanha, Itália, Reino Unido, Dinamarca, Suécia, Espanha, Portugal e República Tcheca, disse um diplomata europeu em Brasília.

"A última parte das negociações será difícil", disse, sob condição de anonimato.

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Outro diplomata europeu afirmou que as negociações, que se prolongam há 18 anos, estão em uma etapa crucial.

"Se o acordo não for feito agora, com base onde estão Argentina, Brasil e Europa politicamente, talvez nunca seja feito", disse o diplomata.

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Rodadas anteriores de negociações deixaram de discutir as importações de carne, açúcar e etanol do Mercosul, mas Brasil e Argentina não assinariam nenhum acordo caso esses itens não estivessem incluídos.

O governo argentino advertiu que não haveria nenhum acordo este ano se a oferta agrícola da UE não for divulgada.

(Por Anthony Boadle, em Brasília, e Caroline Stauffer e Maximiliano Rizzi, em Buenos Aires)

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