Queda do preço do ferro puxou recuo nas exportações em janeiro, diz secretário
Para Daniel Godinho, produto respondeu por cerca de 40% do saldo comercial negativo
Economia|Da Agência Brasil

A queda no preço internacional do ferro foi o fator que mais contribuiu para o saldo negativo de R$ 8,2 bilhões (US$ 3,174 bilhões) na balança comercial em janeiro, disse nesta segunda-feira (2) o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Daniel Godinho. Segundo ele, o minério, principal produto de exportação do País, respondeu sozinho por cerca de 40% do saldo comercial negativo.
Em janeiro do ano passado, a tonelada do minério de ferro custava US$ 108,50. No mês passado, o preço caiu para US$ 51,40. Ao longo de 2014, o preço das commodities — bens primários com cotação internacional — caiu por causa da desaceleração da economia global, principalmente da China, maior consumidor mundial de bens agrícolas e minerais.
Outro produto que explica a queda do preço das commodities é o petróleo. Por causa do aumento da produção do óleo de xisto nos Estados Unidos e no Canadá e da demanda menor que o esperado na Europa e na Ásia, a cotação do barril caiu de US$ 114, em junho do ano passado, para US$ 46, em janeiro deste ano. O novo nível de preços interferiu na balança comercial brasileira.
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Em janeiro, a conta petróleo — diferença entre exportações e importações de petróleo e derivados — ficou negativa em US$ 685 milhões. Apesar do resultado negativo, o valor é menor que o déficit de US$ 1,461 bilhão registrado em janeiro de 2014. Mesmo com a retomada da produção de plataformas, a queda no preço do petróleo impediu o crescimento do valor exportado.
O valor das exportações de petróleo caiu 6,7% em janeiro pela média diária em relação ao mesmo mês de 2014, embora o volume embarcado tenha aumentado 96,8% na mesma comparação. As compras externas de petróleo e derivados caíram em ritmo bem maior, 26,4%, motivadas tanto pela queda na quantidade importada como nos preços.
Godinho não quis fazer projeções para as exportações em 2015. Ele, no entanto, disse que o governo acredita que o déficit comercial de US$ 3,93 bilhões em 2014 não se repetirá neste ano.
— Ainda não dá para fixar uma meta para as exportações porque os sinais são contraditórios. Do lado favorável, temos o câmbio [alta do dólar] e o crescimento da economia americana. Por outro lado, temos a queda no preço das commodities e a incerteza no crescimento econômico de parceiros importantes, como a União Europeia, a Argentina e a China.
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