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Rabello: País tem problemas mais urgentes a resolver que taxa de juros

Nova taxa visa a eliminar os subsídios embutidos nos empréstimos do BNDES

Economia|Do R7

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Congresso tem até dia 6 de setembro para votar MP
Congresso tem até dia 6 de setembro para votar MP

O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, disse nesta segunda-feira (14), que "não será o fim do mundo" se o governo tiver que trabalhar por mais tempo na substituição da taxa de juros que norteia o custo dos financiamentos do banco de fomento.

Hoje, após participar de evento na sede da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Rabello comentou que o País tem outros problemas mais urgentes a resolver.


— A MP é de longo prazo. Começa a ter repercussão apenas em 2019. O País pode ficar um pouco mais tranquilo porque temos mais problemas emergenciais a resolver. Será muito bom se ela for aprovada, mas também não é o fim do mundo se tivermos que trabalhar um pouco mais na definição.

A Câmara e o Senado têm até, no máximo, 6 de setembro para votar a Medida Provisória da TLP (Taxa de Longo Prazo), criada para substituir a atual TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo).


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Com juros mais altos, a nova taxa visa a eliminar os subsídios embutidos nos empréstimos do BNDES, cujas fontes de recursos, em especial o Tesouro, captam dinheiro à taxa Selic (9,25% ao ano) — portanto, mais alta do que a cobrada ao banco de fomento.


Durante palestra na ACSP, Rabello criticou, porém, a forma como esse subsidio é calculado. Segundo ele, a "história da TLP está mal formulada". O economista citou que, como um banco lucrativo, o BNDES paga hoje ao Tesouro não apenas os juros da TJLP, mas também dividendos e impostos.

— O custo final (do BNDES) não é a 'TJLP careca', mas sim a TJLP mais todas as devoluções.

Ele também teceu criticas ao uso do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) como um dos indexadores no cálculo da nova taxa. Para ele, o País tem que evoluir para a desindexação absoluta da economia.

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