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Raízen expande negócio de combustíveis no Centro-Oeste e busca ganhos no Sul

Economia|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, inaugura nesta quinta-feira um novo terminal de combustíveis em Campo Grande (MS), consolidando um plano de 200 milhões de reais em expansão no setor que inclui a renovação de outro terminal na região de Ourinhos (SP).

No Mato Grosso do Sul, a Cosan aposta no crescimento do mercado de combustíveis no Centro-Oeste, região que tem registrado aumentos de 7 a 8 por cento ao ano em consumo, diferentemente de mercados maduros como a região de São Paulo, onde o desempenho está estabilizado.

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Na área de Ourinhos (SP), um histórico entroncamento de transporte do centro para o sul do país, a empresa triplicou a capacidade de armazenamento de combustíveis e implantou modal ferroviário completo buscando ganhos na arbitragem de combustíveis.

"Estamos concluindo investimentos que foram planejados há três anos", disse Nilton Gabardo, diretor de Desenvolvimento de Novos Negócios.

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Segundo ele, no terminal de Ourinhos haverá ganhos de eficiência no transporte de biodiesel de áreas produtoras no Rio Grande do Sul para o mercado do Sudeste, e ao mesmo tempo no caminho inverso levando etanol de São Paulo para mercados no Sul, onde o consumo do biocombustível de cana está crescendo.

"Os vagões virão com biodiesel e voltarão com etanol. Vamos aproveitar essa logística reversa e ter redução do custo do transporte no modal ferroviário", afirmou à Reuters.

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A Cosan investiu 70 milhões de reais nos dois terminais, a maior parte do plano de investimento de 200 milhões para a área de combustíveis.

Os demais investimentos se deram em construção de tanques e instalação de outros equipamentos para ajustar a operação a mudanças no setor, com a entrada de um novo tipo de diesel e após o aumento da mistura de biodiesel.

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"Entraram a mistura maior de biodiesel e o diesel S10, então hoje são seis produtos básicos, antigamente eram quatro. À medida que isso evolui, tem que ter mais tanques. O maior problema de infra foi acomodar essa logística", disse Gabardo.

No Mato Grosso do Sul, o transporte ainda é majoritariamente rodoviário, mas também haverá logística reversa, levando gasolina e diesel para o local e trazendo etanol para o Sudeste e Sul, já que o Centro-Oeste produz mais etanol do que consome.

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(Reportagem de Marcelo Teixeira)

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