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Reajuste salarial ao STF custará R$ 1,6 bilhão à União, diz ministro

Gasto extra vale apenas para os cofres federais. Estados devem gastar outros R$ 2,6 bilhões extras com aumento salarial dos magistrados

Economia|Do R7

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Colnago: fim do auxílio-moradia compensará gasto extra
Colnago: fim do auxílio-moradia compensará gasto extra

O reajuste salarial para ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), sancionado pelo presidente Michel Temer, deve causar um impacto de R$ 1,4 bilhão a R$ 1,6 bilhão nas contas da União, parcialmente compensado pela revogação do auxílio-moradia para magistrados, afirmou nesta terça-feira (27) o ministro do Planejamento, Esteves Colnago.

"A gente ainda está fazendo os cálculos, mas na União estaria girando em torno de R$ 1,4 bilhão, R$ 1,6 bilhão", estimou. Ele explicou ainda que esse número pode ficar maior, já que ainda não entraram em seus cálculos qual seria o gasto extra no Legislativo.

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O número dado pelo ministro está em linha com um estudo feito pela consultoria da Câmara e do Senado federal mais cedo no ano, à época o montante estimado era de R$ 1,4 bilhão para a União e outros R$ 2,6 bilhões para os Estados.

Segundo Colnago, a nova despesa será parcialmente compensada pela revogação do auxilio-moradia a magistrados, integrantes do Ministério Público, de Defensorias Públicas, de tribunais de contas e quaisquer outras carreiras jurídicas que estejam recebendo esse benefício.

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"Você tem uma compensação parcial... Acho que auxilio-moradia no Judiciário vão ser uns 350 a R$ 400 milhões e aí você teria um pouco mais nos outros poderes, talvez chegasse a 550, a R$ 600 milhões", ponderou, ressaltando que ainda é preciso entender a extensão da decisão.

Ambas as medidas tomadas na véspera, tanto de revogar o benefício, quanto de sancionar o aumento a ministros do STF, vieram de um acordo costurado entre o Palácio do Planalto e o STF.

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Novo ministério

Em conversa com jornalistas na saída do comitê de transição de governo, Colnago afirmou que vê ganhos com a união de ministérios em uma grande pasta da economia proposta pelo novo governo do presidente eleito Jair Bolsonaro.

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"Há uma preocupação operacional sempre, mas os ganhos de sinergia são muitos evidentes na reunião dos ministérios. Então acho que nós teremos um ganho", avaliou.

Sobre a reunião com a equipe de transição, o ministro disse que voltaram a discutir temas como a estrutura administrativa ministerial e o orçamento.

"Como estamos chegando cada vez mais perto de definir a estrutura, é importante a gente estar mais próximo até para auxiliar o desenho operacional dessas estruturas", explicou.

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