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Relator da LDO de 2018 quer que aumento de despesas obrigatórias implique em cortes

Economia|Do R7

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SÃO PAULO (Reuters) - O relator do projeto de Lei Diretrizes Orçamentária (LDO) de 2018, deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), propôs em seu relatório final que todo aumento de despesas obrigatórias que ocorrer no próximo ano terá de ser compensado por corte de outra despesa obrigatória.

O documento foi apresentado para a Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) e ainda depende de aprovação dos deputados.

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"Diante do crescimento inercial dos atuais gastos obrigatórios, recomenda-se, pela absoluta inexistência de margem líquida, que a criação ou a expansão de qualquer tipo de despesa primária obrigatória sujeita ao teto dependa, em 2018, necessariamente de cancelamento compensatório", escreveu o relator.

Pestana também manteve as metas fiscais estabelecidas pela equipe econômica para o ano que vem, de déficit primário de 131,3 bilhões de reais --ou 1,8 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) -- para o setor público consolidado. Esse número é composto por déficit primário de 129 bilhões do governo central, rombo de 3,5 bilhões de reais nas empresas estatais e superávit de 1,2 bilhão de reais de Estados e municípios.

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Para manter a meta estipulada pela equipe econômica, Pestana usou como premissas as projeções do governo de crescimento de 0,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 e de 2,49 por cento em 2018.

"Não vislumbramos neste momento necessidade alguma de alteração nas projeções apresentadas, razão pela qual as mantivemos íntegras, tal como elaboradas na origem", escreveu Pestana.

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Os números do governo, no entanto, são mais otimistas do que o previsto pelo mercado, o que pode frustrar a arrecadação e consequentemente afetar a meta fiscal. No relatório Focus, do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira, os economistas esperam avanço de 0,34 e 2 por cento para o PIB de 2017 e 2018, respectivamente.

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(Por Luiz Guilherme Gerbelli; Edição de Patrícia Duarte)

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