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Relator de Receitas na Comissão de Orçamento deixa CPMF de fora de parecer

Economia|Do R7

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BRASÍLIA (Reuters) - O relator de receitas da proposta orçamentária de 2016 da Comissão Mista de Orçamento (CMO), senador Acir Gurgacz (PDT-RO), deixou de fora de seu parecer a eventual recriação da CPMF e a retenção de parte das contribuições para o sistema S, duas medidas que constam do plano de ajuste fiscal anunciado em setembro pelo governo federal.

O relator também cortou a previsão para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016 para contração de 1 por cento, ante previsão de crescimento de 0,20 por cento no documento original enviado pelo governo.

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O senador disse que deixou de fora de seu documento qualquer medida de aumento da carga tributária, assim como um eventual reajuste na alíquota da Contribuição de Intervenção sobre o Domínio Econômico (Cide), que chegou a ser cogitado nos bastidores.

"Não acatamos a inclusão da CPMF no relatório de receitas porque ela não existe, não foi votada", disse o relator, acrescentando que o clima da maioria dos parlamentares no Congresso não é favorável qualquer aumento de tributação.

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Mesmo sem contar com a arrecadação CPMF, estimada pelo governo em 32 bilhões de reais, e de prever queda do PIB, o documento apresentado nesta quinta-feira por Gurgacz eleva em 38,9 bilhões de reais a estimativa total de receitas brutas das União em 2016, para 1,440 trilhão de reais.

Uma das fontes de arrecadação adicional seria a regularização de terras na Amazônia Legal, como o relator já havia antecipado à Reuters no mês passado.

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"Acrescentamos 10 bilhões de reais com a venda de imóveis rurais na Amazônia", disse.

Além disso, o relator incorporou em seu parecer 11,1 bilhões de reais relativos à arrecadação que a União com a regularização de recursos de brasileiros no exterior, tema que ainda está sob análise no Congresso.

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Outros 12,5 bilhões de reais viriam de concessões, sendo 11 bilhões de reais da licitação de usinas hidrelétricas existentes, prevista para ocorrer neste mês, e 1,5 bilhão de reais com leilões de portos e aeroportos.

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(Por Leonardo Goy)

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