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Rússia suspeita de ractopamina em carne suína da BRF, diz agência

Economia|Do R7

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(Reuters) - O órgão de vigilância sanitária da Rússia Rosselkhoznadzor suspeita que o Brasil está ofertando carne suína produzida com o uso do estimulante de crescimento ractopamina, informou a agência de notícias Interfax nesta segunda-feira.

"Suspeitamos que o Brasil mais uma vez começou a enviar carne suína com ractopamina. As primeiras amostras deram resultados positivas e nós as enviamos agora para novos testes", disse o diretor do Rosselkhoznadzor, Sergei Dankvert, à Interfax.

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Dois abatedouros da BRF , registros SIF 1001 e 3681, são suspeitos de infringir os padrões veterinários russos, disse ele.

O órgão estatal já havia decidido restringir importações da unidade 1001, em Rio Verde (GO), a partir de 18 de junho devido à descoberta de e-coli, disse a Interfax.

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O Rosselkhoznadzor já havia proibido as importações do Brasil devido ao uso de ractopamina.

No entanto, o bloqueio foi retirado após exportadores brasileiros adaptarem-se aos padrões russos. "Mas se o envio aumentar, nós começaremos a suspeitar que isso pode significar um atendimento inadequado das regras", disse a autoridade. "Parece que já aconteceu", acrescentou.

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Se a presença de ractopamina for confirmada, "as restrições às importações podem ser de grande escala, até proibir a originação em determinado Estado", afirmou Dankvert à agência de notícias russa.

A BRF disse que não foi notificada oficialmente sobre nenhum resultado de testes realizados pelas autoridades russas para uso da substância ractopamina.

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"A empresa afirma que as duas unidades produtivas mencionadas na matéria (SIF 2681, em Uberlândia, e SIF 1001, em Rio Verde) atendem a todos os requisitos para exportação de carne suína para a Rússia e garante que não há uso da substância ractopamina na criação de animais abatidos nestas plantas", disse a empresa em resposta por e-mail.

A BRF ressaltou que é possível comprovar que a companhia não usa ractopamina nestas unidades por meio dos sistemas de rastreabilidade e garantia de qualidade da própria empresa, que inclui testes realizados para controle interno.

"Além disso, o certificado sanitário que acompanha as cargas para este destino, acordado entre as autoridades sanitárias do Brasil e da Rússia, atesta o atendimento às normas russas na produção da carne em questão", acrescentou.

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(Por Fabíola Gomes, em São Paulo)

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