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Saiba como um PIB negativo pode afetar a sua vida

O desemprego é o principal fantasma numa economia em recessão 

Economia|Vanessa Beltrão, do R7

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Numa recessão, a tendência é o aumento do desemprego
Numa recessão, a tendência é o aumento do desemprego

A situação no momento é delicada. Apesar de acreditarem que o PIB chegue até o final do ano positivo, especialistas ouvidos pelo R7 afirmam que o momento econômico precisa ser revertido por causa dos riscos iminentes de recessão. Mas o que uma recessão pode afetar a vida de uma pessoa como você?

Em uma economia em recessão, uma das primeiras consequências seria o desemprego. “O que pode vir a acontecer, se a gente tiver uma deterioração da atividade econômica ou mesmo a manutenção da atividade no patamar de hoje que é ruim, se não houver uma recuperação no segundo semestre, isso pode gerar um aumento da taxa de desemprego”, explica o pesquisador da área de economia aplicada da FGV (Fundação Getulio Vargas), Vinicius Botelho.

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Com as pessoas sem oportunidades de trabalho, o atual governo perderia uma das suas maiores defesas: enfrentar a crise econômica sem a ocorrência de demissões. Apenas no primeiro semestre deste ano, o Brasil gerou 588.671 vagas de emprego. De acordo com o Ministério do Trabalho, o saldo é maior do que em países como Chile com geração de 53.964 oportunidades, Japão (40 mil) e Austrália (91.320) no mesmo período.

Botelho ressalta que alguns mecanismos foram criados para evitar o desemprego. De acordo com ele, muitas empresas estão recorrendo ao "lay-off", que é a suspensão do contrato de trabalho até que o mercado melhore. Os empresários também têm se beneficiado da política de desonerações de setores feita pelo governo.

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"Mas se esse cenário de crescimento muito fraco perdurar, vai ser muito difícil para as empresas segurarem o nível de emprego. A gente incorporou muita gente ao mercado de trabalho. É natural que, em algum momento, a gente não tenha mais tanta gente para admitir em relação às pessoas que a gente demite", diz o pesquisador da FGV.

Para Marcio Cardoso, sócio-diretor da Easynvest, o futuro ainda é incerto, o que deixa o empresariado e o consumidor cautelosos. O resultado são poucos gastos e também um investimento menor. Segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria), a confiança dos empresários brasileiros continua nos piores níveis desde 1999.

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— Tanto o consumidor, quanto o empresário, de uma maneira geral, estão cautelosos, tentando entender o que vai acontecer para frente... O dinheiro é covarde, ele rapidamente tenta se proteger, é isso que eles estão fazendo, o industrial não investe. Eu entro em shopping e ando por rua, converso com as pessoas e todo mundo não vende de nada. Tem essa preocupação de "eu não vou gastar meu dinheiro".

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Cardoso acredita que tudo ficará mais ajustado apenas após o fim das eleições.

— Eu acho que existe um potencial de reversão, [dependendo] de quem será eleito e de que medidas serão tomadas, demonstrando que existe um alinhamento com compromisso fiscal, redução de gastos públicos e foco no crescimento de infraestrutura, a gente pode ter ao longo do próximo ano um crescimento melhor.

O professor Antônio Correa, do departamento de economia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), acredita que ainda no segundo semestre, o País possa ter uma leve recuperada, com datas comemorativas como o Natal, além do 13º salário e feriados sem cair em dias úteis.

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