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Salário médio dos trabalhadores do setor de serviços ficou em R$ 2,8 mil em 2024, aponta IBGE

Setor empregava 15,9 milhões de pessoas e reunia 1,9 milhão de empresas no país, segundo pesquisa anual divulgada nesta quinta

Economia|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O salário médio no setor de serviços não financeiros em 2024 foi de 2,2 salários mínimos, segundo o IBGE.
  • O setor empregava 15,9 milhões de pessoas e reunia 1,9 milhão de empresas, com receita operacional líquida de R$ 3,5 trilhões.
  • Os maiores salários foram em serviços de informação e comunicação (4,5 salários mínimos) e transporte dutoviário (21,1 salários mínimos).
  • A Região Sudeste teve a maior remuneração média, com 2,5 salários mínimos, e concentrou 63,7% da receita bruta nacional.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Levantamento considera dados de segmentos do setor de prestação de serviços não financeiros Marcelo Camargo/Agência Brasil – 24.06.2021

A remuneração média mensal das pessoas ocupadas no setor de serviços não financeiros correspondeu a 2,2 salários-mínimos (R$ 2.826,20) em 2024, segundo a PAS (Pesquisa Anual de Serviços), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (27).

O cálculo considera remunerações com referência no salário-mínimo de 2024: R$ 1.412 por mês — ou R$ 18.356 no ano, mais o 13º.


Em 2024, o setor de prestação de serviços não financeiros reuniu 1,9 milhão de empresas ativas, que empregavam 15,9 milhões de pessoas. Essas firmas pagaram R$ 644,2 bilhões — incluídos salários, retiradas e outras remunerações.

A pesquisa divide o setor de serviços em sete segmentos. Os maiores salários médios apareceram nos ramos de informação e comunicação, com valor equivalente a 4,5 salários-mínimos em 2024 (R$ 6.354). Em seguida aparecem outras atividades — com média de 2,9 salários-mínimos, ou R$ 4.094,80 — e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,7 salários-mínimos, ou R$ 3.812,40).


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Na outra ponta, os menores salários médios foram registrados nos segmentos de serviços prestados às famílias, atividades imobiliárias e serviços de manutenção e reparação, todos com média de um salário-mínimo e meio (R$ 2.118). Serviços profissionais, administrativos e complementares tiveram média de 1,9 (R$ 2.682,80).

Maior remuneração

Entre as 34 atividades analisadas pelo IBGE, o transporte dutoviário apresentou a maior remuneração média, equivalente a 21,1 salários-mínimos (R$ 29.793,20). A atividade integra o segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio.


Também se destacou a atividade de serviços auxiliares financeiros, dos seguros e da previdência complementar, com remuneração média de 4,6 salários-mínimos (R$ 6.495,20).

Apesar das diferenças de remuneração, as prestadoras de serviços empregavam, em média, oito pessoas por empresa em 2024. Os maiores portes médios aparecem nos ramos de transporte ferroviário e metroferroviário, com 890 pessoas por firma; no transporte dutoviário (467); e no transporte aéreo (234).


Número de empregados

O segmento de serviços profissionais, administrativos e complementares concentrava o maior contingente de trabalhadores, com aproximadamente 7 milhões de pessoas ocupadas.

Na sequência, aparecem os serviços prestados principalmente às famílias, com cerca de 3,1 milhões; transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (2,8 milhões); e serviços de informação e comunicação (1,4 milhão).

Entre as 34 atividades pesquisadas, a de alimentação era a principal empregadora e respondia por 11,7% dos trabalhadores ocupados no ramo. Serviços técnico-profissionais representavam 11,2%, enquanto os de escritório e apoio administrativo correspondiam a 8,3%.

Resultados regionais

A região Sudeste apresentou a maior remuneração média do setor, equivalente a 2,5 salários-mínimos naquele ano (R$ 3.530). Depois, aparecem a Sul (três salários-mínimos, ou R$ 2.824); Centro-Oeste, com 1,9 (R$ 2.682,80); Norte, com 1,7 (R$ 2.400,40); e Nordeste, com 1,6 (R$ 2.259,20).

Em 2024, o Sudeste também concentrava a maior parcela da receita bruta de prestação de serviços, com 63,7% do total nacional. O Sul respondia por 15,6%; o Nordeste, por 10,1%; o Centro-Oeste, por 7,4%; e o Norte, por 3,3%.

Nova metodologia

O IBGE destacou que os dados de 2024 inauguram uma nova série da Pesquisa Anual de Serviços. A mudança ocorreu após alterações metodológicas no levantamento, o que inclui a substituição da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) pelo eSocial como principal fonte para identificação das empresas ativas, além de mudanças na cobertura geográfica da região Norte.

Ainda segundo o relatório da PAS, a alteração provoca uma quebra de série a partir de 2024, com maior impacto sobre empresas com menos de cinco pessoas ocupadas. Por isso, os resultados daquele ano não devem ser comparados diretamente com períodos anteriores sem considerar a mudança metodológica.

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