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Se fiscal ajudar, custos da política monetária são menores, diz Ilan

Economia|Do R7

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(Reuters) - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, reafirmou que a política fiscal pode ajudar na condução da política monetária, e defendeu que a medida do governo que limita os crescimentos dos gastos públicos é "bem relevante".

"Se a política fiscal ajudar, os custos da política monetária serão menores", afirmou ele em entrevista à jornalista Miriam Leitão transmitida pela GloboNews na noite de quinta-feira.

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O comentário foi gravado antes de o governo anunciar que espera déficit primário de 139 bilhões de reais em 2017, cifra menor que o rombo de 170,5 bilhões de reais previstos para este ano mas ainda elevada.

Ilan repetiu que o regime de câmbio no país é flutuante, mas defendeu intervenções "de vez em quando" no caso de falta de liquidez, por exemplo. Segundo ele, o BC tem dois objetivos nesta seara: o câmbio, "de certa forma", flutuar e reduzir o estoque de swaps cambiais --equivalentes à venda futura de dólares-- de cerca de 60 bilhões de dólares.

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Nos últimos dias, o BC atuou no câmbio vendendo swaps cambiais reversos, correspondentes à compra futura de dólares.

O presidente do BC reforçou ainda que o objetivo é levar a inflação ao centro da meta, de 4,5 por cento pelo IPCA, e que a alta de preços está em trajetória de queda.

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"Está indo pelo caminho, mais ainda está longe", afirmou, acrescentando que não poderia falar sobre trajetória da Selic ao ser questionado se haverá queda de juros neste ano.

Sobre o cenário externo, Ilan disse que ele é "desafiador"' citando incertezas sobre a economia chinesa, norte-americana e europeia, esta sobretudo à recente decisão britânica de deixar a União Europeia (EU).

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(Por Patrícia Duarte)

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