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Setor de serviços recua 0,1% em janeiro, após dois meses de alta

Mesmo com resultado negativo, o setor responsável por mais de 70% do PIB figura 7% acima do nível pré-pandemia, mostra IBGE

Economia|Do R7

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Setor de serviços tem interrupção na série de altas
Setor de serviços tem interrupção na série de altas

Após crescer 10,9% em 2021 e se recuperar das perdas do primeiro ano da pandemia do novo coronavírus, o setor de serviços perdeu ritmo e recuou 0,1% em janeiro de 2022, na comparação com dezembro. 

Os dados do segmento responsável por mais de 70% do PIB (Produto Interno Bruto) — soma de todos bens e produtos produzidos — foram divulgados nesta quarta-feira (16) pela PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e apontam para a interrupção da sequência de dois meses seguidos de crescimento do setor.


Com o resultado de janeiro, o volume de serviços prestados aparece 7% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020, e mostra o segmento em nível pouco abaixo do alcançado em agosto de 2015. No ano passado, o avanço do volume de serviços prestados no Brasil contribuiu, ao lado do segmento industrial, para o crescimento de 4,6% da economia brasileira.

Para Rodrigo Lobo, gerente responsável pela pesquisa, ainda não é possível saber se o resultado marca um ponto de inflexão da série ou apenas uma tomada de fôlego. “Nesse processo de recuperação que o setor de serviços vem apresentando desde junho de 2020, há um predomínio absoluto de taxas positivas: são 15 positivas contra 5 negativas, ou seja, uma larga base de comparação, o que faz com que, vez ou outra, o setor mostre algum tipo de acomodação”, avalia.


Atividades

Na abertura de 2022, três das cinco atividades investigadas tiveram retração no mês de janeiro, com destaque para serviços de informação e comunicação (-4,7%), que recuaram pelo segundo mês consecutivo. Com a variação, a atividade figura em patamar 7,3% acima do registrado em fevereiro de 2020 e 4,9% abaixo do ponto mais alto da série, em novembro de 2021. Nessa atividade, o segmento de tecnologia da informação caiu 8,9% e o de telecomunicações, -1,1%.

Por outro lado, ainda dentro do setor de serviços de informação e comunicação, o segmento de telecomunicações não só se encontra abaixo do nível de fevereiro de 2020 (-5,6%) como também atingiu, em janeiro, o piso de sua série histórica e está 18,1% abaixo no nível registrado em outubro de 2014.


O segundo impacto negativo do setor no mês partiu dos serviços prestados às famílias, setor mais afetado pela pandemia, que recuou 1,4% em janeiro. A atividade emplacou uma sequência de nove taxas positivas, com um crescimento acumulado de 60% entre abril e dezembro do ano passado. Ainda assim, encontra-se 13,2% abaixo do patamar de fevereiro de 2020 e 23,3% abaixo do ponto mais alto da série, em outubro de 2013.

Com queda de 1,1%, os outros serviços tiveram o terceiro impacto negativo, com destaque para administração de fundos por contrato ou comissão e corretoras de seguros, de previdência complementar e de saúde.


Já pelo lado das altas, o destaque ficou com os transportes, que cresceram 1,4% em janeiro, terceiro resultado positivo seguido, acumulando aumento de 6,6%. A atividade, que atingiu o ponto mais baixo da série em abril de 2020, está 13,1% acima do nível de fevereiro de 2020 e 2,7% abaixo do pico da série, em fevereiro de 2014.

Os serviços profissionais, administrativos e complementares, por sua vez, cresceram 0,6%, com uma sequência de três taxas positivas, acumulando ganho de 5,3%. A atividade encontra-se 1,4% acima do patamar de fevereiro de 2020 e 19,5% abaixo do ponto mais alto de sua série, em julho de 2012 e setembro de 2014.

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