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Sindicalistas fazem campanha para que McDonald's cumpra leis trabalhistas

Economia|Do R7

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Um grupo de entidades sindicais realizou na manhã desta terça-feira, 24, um ato para marcar o início da campanha que visa a pressionar o McDonald's a cumprir a legislação trabalhista brasileira. Conforme antecipado hoje pelo jornal O Estado de S. Paulo, as entidades protocolaram, segunda-feira, 23, na Justiça do Trabalho, em Brasília, uma ação civil pública contra a rede de fast-food McDonald's no Brasil, por violação de direitos trabalhistas.

"A empresa desafia a Legislação Brasileira, influenciando outras empresas a praticarem as mesmas irregularidades", disse Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT). "Esta ação judicial declara, em voz alta, que as multinacionais não podem apenas vir para o Brasil e ignorar nossas leis." A campanha prevê mobilizações e engajamento nas redes sociais para tentar pressionar a rede a cumprir as leis.

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Com o apoio informal da americana União Internacional dos Empregados em Serviços (Seiu, na sigla em inglês), a ação movida contra a rede de fast-food, que emprega cerca de 48 mil pessoas no Brasil, vai além da questão salarial e incluiu acusações de acúmulo e desvio de funções; fraude nos controles de ponto; não recolhimento do FGTS e prática de "jornada móvel de trabalho", em que o empregado fica mais de oito horas à disposição da empresa.

Os sindicalistas acusam a empresa Arcos Dorados, maior franqueadora do McDonald's na América Latina, de praticar 'dumping social', por desrespeitar a legislação trabalhista com o objetivo de reduzir custos e oferecer preços mais competitivos que os da concorrência. E pedem que a rede fique proibida de abrir novas unidades caso continue cometendo irregularidades.

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"O McDonald's faz vista grossa às leis brasileiras para garantir maior lucro de suas lojas, ganhando uma vantagem injusta para si mesmo sobre as empresas que respeitam as normas do Estado", disse o presidente da CONTRATUH, Moacyr Roberto Tesch Auersvald. "A menos que a empresa prove imediatamente que respeita as nossas leis e os nossos trabalhadores, ela não deve ser autorizada a abrir novas lojas no Brasil, para que esse ciclo de desrespeito aos direitos e dignidade dos trabalhadores seja resolvido de uma vez por todas", afirmou.

O McDonald's informou hoje, por meio de sua assessoria de imprensa, que ainda não foi notificado oficialmente sobre a ação dos sindicatos. Mas reforçou que "tem absoluta convicção de suas práticas laborais e do cumprimento de todas as normas e legislações às quais está sujeita nos locais onde atua". A rede de fast-food rechaçou a acusação dos sindicatos de que não vem cumprindo os termos de ajustamento de conduta firmados com o Ministério Público. E afirmou: "Todos os empregados são registrados de acordo com a legislação e recebem remuneração e benefícios conforme as convenções coletivas validadas pelos diversos sindicatos que regem a categoria no País" .

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O ato que marcou o início da campanha brasileira aconteceu em São Paulo com representantes de centrais sindicais, federações e sindicatos. Participaram do evento a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), União Geral dos Trabalhadores (UGT), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Contracs), a Federação dos Empregados em Turismo e Hospitalidade do Estado do Paraná (Fethepar), Federação Interestadual dos Trabalhadores Hoteleiros de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Fetrhotel) e o Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de São Paulo (Sinthoresp).

A Ação Civil Pública protocolada nesta segunda-feira tem efeito nacional, abrangendo infrações cometidas contra trabalhadores e ex-trabalhadores da rede em todos os estados brasileiros.

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