Economia Sudeste é única região que perdeu atividade industrial de 2009 a 2018

Sudeste é única região que perdeu atividade industrial de 2009 a 2018

Redução de 6,6 ponto percentual do Sudeste no segmento industrial foi absorvida pelas demais macrorregiões brasileiras, aponta IBGE

  • Economia | Alexandre Garcia, do R7

Sudeste responde por 55% da produção industrial

Sudeste responde por 55% da produção industrial

Paulo Whitaker/Reuters

O Sudeste do Brasil foi a única macrorregião brasileira que perdeu participação industrial nos 10 anos compreendidos entre 2009 e 2018, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (17), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Apesar da queda da atividade industrial nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, a região permanecia, em 2018, responsável por mais de 55% de todas atividades industriais realizadas em território nacional. Em 2009, a região respondia por 62% de toda produção nacional.

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A PIA (Pesquisa Industrial Anual) aponta ainda que a perda de 6,6 ponto percentual do Sudeste foi absorvida pelas demais macrorregiões brasileiras, com destaques para o Centro-Oeste (de 4% para 6,5%) e o Nordeste (de 8,6% para 11%). Também ampliaram suas participações no valor de vendas entre 2009 e 2018 as regiões Sul (de 18,8% para 20,2%) e Norte (de 6,6% para 6,9%).

“Embora tenha apresentado aumento de 1,3% do PIB em 2018, a economia brasileira não foi capaz de aumentar seu ritmo de crescimento, repetindo o resultado do PIB em 2017. O setor industrial acompanhou esse resultado, com o baixo crescimento no período, sustentado pelo setor de bens de capital”, analisa o IBGE.

Produtos

Na análise dos três principais produtos comercializados em cada uma das regiões apontam para o aumento da participação do óleo diesel no Nordeste (+5,9%), no Sul (+3,9%) e no Sudeste (+2,7%) do País na passagem de 2009 a 2008.

De acordo com o IBGE, as produções de televisores e celulares no Norte, de automóveis no Nordeste, de etanol no Centro-Oeste, de carnes no Sul e de óleos brutos de petróleo no Sudeste entraram pela primeira vez no topo do ranking das regiões em 2018.

O estudo destaca ainda que as regiões Norte (32,8%) e Centro-Oeste (29,4%) detêm o maior grau de especialização na produção de bens e serviços. Nas demais regiões, existe uma maior diversidade, o que diminui a diversificação dos itens produzidos pelos Estados.

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