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Tarifas retaliatórias da China custam bilhões em consumo perdido, mostra estudo

Economia|Do R7

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Por Howard Schneider

WASHINGTON (Reuters) - As tarifas impostas pela China sobre produtos norte-americanos custaram às comunidades mais afetadas bilhões de dólares em vendas de automóveis perdidas em 2018, uma vez que o impacto na renda local prejudica os gastos das famílias, de acordo com uma análise divulgada nesta quarta-feira pela Agência Nacional de Pesquisas Econômicas dos Estados Unidos.

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Essas comunidades também viram um crescimento mais lento do emprego, disse Michael Waugh, professor associado de economia da Stern School of Business da Universidade de Nova York e autor do estudo.

"As mudanças na política comercial tiveram grandes efeitos sobre o consumo", escreveu Waugh, que analisou os dados de vendas de automóveis nos condados antes e depois de a China retaliar contra tarifas norte-americanas impondo taxas próprias, principalmente sobre soja e suínos dos Estados Unidos.

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Os condados mais expostos a tarifas, notadamente os do Meio-oeste agrícola do país, tiveram vendas de automóveis cerca de 2,5% menores do que nos condados cujas economias locais estavam menos expostas à retaliação chinesa.

Enquanto as compras de carros caíam em média por todo o país naquele período, Waugh estimou que as comunidades mais expostas perderam vendas adicionais de automóveis no valor de 2 bilhões de dólares, com outros 7 bilhões em vendas perdidas em todos os Estados Unidos.

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O impacto geral no consumo foi provavelmente maior, uma vez que a análise de Waugh se concentrou apenas nos automóveis. Os consumidores, observou ele, também podem ter mudado para carros mais baratos.

A descoberta se relaciona a um debate central na guerra comercial EUA-China: como o prejuízo econômico das tarifas em ambas as direções está sendo distribuído entre produtores, consumidores e governos nos dois países.

O estudo não estimou o número de empregos perdidos como resultado das taxas de retaliação da China. Mas Waugh concluiu que o crescimento do emprego no setor de produção de bens, que inclui manufatura, foi 1,5% menor nos municípios mais expostos às tarifas chinesas.

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