Taxa de juros sobe e faz aumentar inadimplência das famílias, segundo BC
A inadimplência no mercado de crédito brasileiro alcançou 4,8% em julho
Economia|Do R7, com Reuters

A inadimplência no mercado de crédito brasileiro no segmento de recursos livres alcançou 4,8% em julho, sobre 4,6% no mês anterior, conforme dados divulgados pelo BC (Banco Central) nesta quarta-feira (26). No crédito às famílias, o nível de atrasos alcançou 3,8% (+0,2 p.p. no mês), enquanto nas operações com empresas situou-se em 2,4% (+0,1 p.p. no mês).
Segundo o BC, o estoque total de crédito no país teve aumento de 0,3% em julho sobre junho, a R$ 3,111 trilhões, correspondendo por 54,5% do PIB (Produto Interno Bruto) — soma de todas as riquezas produzidas no País.
O BC também divulgou a taxa média de juros das operações de crédito do sistema financeiro, computadas as contratações com recursos livres e direcionados. Os juros atingiram 28,4% a.a. em julho, com aumento de 0,8 p.p. no mês e de 4,2 p.p. em 12 meses.
No crédito livre, o custo médio situou-se em 44,2% a.a., após elevações de 0,8 p.p. e 7,2 p.p., nos mesmos períodos. No crédito direcionado, a taxa média alcançou 10,1% a.a., com aumentos de 0,8 p.p. no mês e 1,9 p.p. em 12 meses.
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No segmento de pessoas físicas, o custo médio subiu 0,9 p.p. no mês e 4,8 p.p. em 12 meses, situando-se em 36,3% a.a. Nas contratações com recursos livres, a taxa alcançou 59,5% a.a (+1,1 p.p. no mês), com destaque para os aumentos em crédito pessoal não consignado (1,1 p.p.), cartão de crédito rotativo (23,2 p.p.) e cheque especial (5,6 p.p.).
No crédito direcionado, o custo médio das operações com as famílias avançou 0,8 p.p. no mês, para 10% a.a., sobressaindo-se as elevações em crédito rural (2,2 p.p.) e em financiamentos imobiliários com taxas reguladas (0,4 p.p.).
Nos empréstimos às empresas, a taxa média de juros situou-se em 19,8% a.a., com elevações de 0,6 p.p. no mês e 3,1 p.p. em 12 meses. Nas operações com recursos livres, o custo médio subiu 0,4 p.p. no mês, para 27,9% a.a., refletindo aumentos em capital de giro (0,5 p.p.) e desconto de duplicatas (2,6 p.p.). No crédito direcionado, a taxa de juros alcançou 10,2% a.a., após aumento de 0,7 p.p., destacando-se a elevação de 0,8 p.p. nos financiamentos para investimentos com recursos do BNDES.
O spread bancário referente às operações com recursos livres e direcionados aumentou 0,6 p.p. no mês e 2,6 p.p. em 12 meses, alcançando 18,4 p.p. Os spreads relativos aos segmentos de pessoas físicas e jurídicas situaram-se em 26,1 p.p. (+0,8 p.p.) e 10,2 p.p. (+0,4 p.p.), respectivamente. No crédito livre, o spread aumentou 0,8 p.p., atingindo 31,4 p.p., enquanto no crédito direcionado avançou 0,5 p.p., situando-se em 3,5 p.p.















