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Taxa emergencial por seca eleva em 700% custo de usinas de Eneva e EDP no Ceará

Economia|Do R7

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Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - Uma taxa criada pelo governo do Ceará em meio à forte seca que atinge o Nordeste do Brasil irá elevar em cerca de 700 por cento o custo da água utilizada por termelétricas da EDP Brasil e da Eneva em Pecém, afirmaram as empresas em documento visto pela Reuters.

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As elétricas pedem às autoridades um reajuste da receita para compensar o custo extra e ameaçam até mesmo desligar as usinas caso não sejam atendidas, uma vez que alegam que não teriam como arcar com a cobrança sob as atuais condições contratuais.

O chamado Encargo Hídrico Emergencial (EHE) elevaria o custo mensal de fornecimento de água para a operação das usinas em cerca de 9,1 milhões de reais, ante um custo atual de 1,3 milhão de reais, dizem as empresas.

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As elétricas, que operam as usinas Pecém I e Pecém II, com 720 megawatts e 365 megawatts, respectivamente, alegam que "os empreendimentos não possuem condições econômico-financeiras de arcar com o sobrecusto do encargo".

A taxa criada pelo Ceará tem vigência entre 1 de outubro de 2016 e 31 de agosto de 2017, mas com efeito retroativo a setembro.

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Em uma carta enviada à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e disponibilizada pelo regulador nesta sexta-feira, as elétricas alegam que seus contratos de venda de energia preveem reajuste das receitas no caso de criação de encargos legais.

No documento, EDP e Eneva estimam que o encargo emergencial custará 76 milhões de reais durante o período de aplicação, o que seria maior que os 23 milhões de reais de margem bruta das usinas de Pecém em 2015.

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"Em face desses prejuízos insustentáveis, os agentes não terão outra alternativa senão paralisar a operação do complexo termelétrico", ameaçam as elétricas.

Embora o reajuste das receitas possa impactar o consumidor, as companhias alegam que o funcionamento das usinas gera economia, pois elas possuem custo de operação próximo de 130 reais por megawatt-hora, abaixo de grande parte das termelétricas atualmente em funcionamento no país.

Além disso, as térmicas ajudam na oferta de energia em momento de baixo nível dos reservatórios de hidrelétricas.

O requerimento das empresas terá um relator definido pela Aneel na próxima segunda-feira, para posteriormente ser analisado pela diretoria da agência.

Procuradas, as empresas não comentaram imediatamente.

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