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Temer nega uso de emendas para barrar denúncia contra ele

Presidente avaliou que mudança na PGR dará "rumo certo à Lava Jato"

Economia|Do R7

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Michel Temer negou que houve negociação de emendas
Michel Temer negou que houve negociação de emendas

O presidente Michel Temer (PMDB) negou que houve algum tipo de acordo envolvendo recursos para emendas de parlamentares em troca do apoio para barrar a investigação da denúncia de corrupção contra ele. Temer falou a chegada de Raquel Dodge na PGR (Procuradoria Geral da República) para suceder Rodrigo Janot; o presidente avalia que a Lava Jato vai entra em um "rumo certo". As declarações foram feitas durante uma entrevista exclusiva que uma hora ao jornal o Estado de São Paulo.

A conversa aconteceu dois dias após 263 deputados barrarem, em votação nominal no plenário, o processo de corrupção passiva contra Temer. 


Perguntado se não foi constrangedora a negociação de emenda no dia da votação, Temer respondeu que "Isso não aconteceu. O que aconteceu foi que o Imbassahy (ministro da Secretaria de Governo) voltou para o plenário para votar e lá muitos foram a ele para falar de emendas, e alguém ouviu ele falar que iria empenhar livremente as emendas como têm sido liberadas. Aliás, muita gente que ganhou muito dinheiro nos empenhos votou contra", disse.

Sobre a entrada da procuradora Raquel Dodge, na PGR, a partir do dia 18 de setembro, Temer disse que confia na capacidade dela. "Ela vai cumprir rigorosamente o que a lei estabelece. Onde houve delito ela vai continuar. Não tenho a menor dúvida disso. Acho que, pelo histórico dela e conhecimento jurídico, ela vai cumprir rigorosamente as funções que compete ao procurador-geral", disse Temer.

Temer também rebateu que exista algum movimento orquestrado para barrar a Lava Jato. Perguntado se as mudanças na PGR, na PF e no Supremo Tribunal Federal darão um novo rumo para a Lava Jato, o presidente disse: "Darão o rumo correto à Lava Jato. Ninguém nunca pretendeu destruir a Lava Jato. Eu não ouvi o depoimento de nenhum agente público que dissesse vamos paralisar a Lava Jato, ninguém. Muito menos de ministros do Supremo ou membros da Procuradoria ou do governo. Ninguém disse isso".

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