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Trump diz que acordo comercial com China está "próximo", mas frustra expectativa de mais detalhes em evento em NY

Economia|Do R7

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Por Jeff Mason

NOVA YORK (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manteve nesta terça-feira a perspectiva de conclusão de um acordo comercial inicial com a China "em breve", mas não ofereceu novos detalhes sobre as negociações, em um discurso aos moldes de seu estilo de campanha, destacando os recordes de seu governo na economia.

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Os mercados estavam na expectativa pelo discurso do presidente no Clube Econômico de Nova York, mas mal se moveram após a fala, que não trouxe grandes anúncios.

Com isso, rumores de que Trump poderia anunciar um local e data para a assinatura de um acordo comercial com o presidente chinês, Xi Jinping, se mostraram infundados.

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Trump disse que os negociadores norte-americanos e chineses estão "próximos" de uma "fase um" de um acordo comercial, mas repetiu a repetida retórica sobre a "trapaça" da China no comércio.

"Eles estão morrendo de vontade de fazer um acordo. Somos nós que estamos decidindo se queremos ou não fazer um acordo", disse Trump sobre a China. "Estamos perto. A Fase Um de um acordo comercial significativo com a China pode acontecer. Pode acontecer em breve. Mas só aceitaremos um acordo se for bom para os Estados Unidos, nossos trabalhadores e nossas grandes empresas."

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Trump disse que aumentaria as tarifas dos produtos chineses "substancialmente" se a China não fizesse um acordo com os EUA. "E isso será verdade para outros países que nos maltratarem também", acrescentou.

"Acho que não aprendemos nada de novo com o discurso de Trump", disse Greg Anderson, chefe global de estratégia de câmbio da BMO Capital Markets em Nova York.

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"A única coisa que talvez seja nova é que ele não anunciou uma data e hora para uma cerimônia de assinatura. Onde os mercados esperavam isso, essas esperanças foram frustradas", disse Anderson, acrescentando que a compra de ativos mais arriscados perdeu força quando se tornou aparente que nenhum grande anúncio seria feito.

Mais tarde, o assessor econômico da Casa Branca Larry Kudlow disse que não haverá ajustes tarifários até que seja feito um acordo comercial com a China.

Em entrevista à CNBC, Kudlow disse que os Estados Unidos e a China fizeram progressos nos temas roubo de propriedade intelectual, serviços financeiros, estabilidade da moeda, commodities e agricultura.

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CRÍTICAS AO FED

Mais uma vez, Trump mirou as decisões da política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos). Trump disse que o Fed deixou as taxas de juros norte-americanas mais altas do que muitas outras economias e que preferiria taxas negativas.

"Lembrem-se de que estamos competindo ativamente com países que cortam abertamente as taxas de juros, de forma que muitos agora estão sendo realmente pagos quando quitam seus empréstimos, o que é conhecido como juros negativos. Quem já ouviu falar disso?", afirmou a membros do Clube Econômico de Nova York.

"Dê-me um pouco disso. Dê-me um pouco desse dinheiro. Quero um pouco desse dinheiro. Nosso Federal Reserve não nos deixa fazer isso."

O Fed cortou as taxas de juros por três vezes desde julho, depois de uma série de nove aumentos desde o final de 2015. Trump tem criticado repetidamente o Fed por não reduzir ainda mais as taxas.

Trump elogiou os cortes de impostos aprovados pelos republicanos em 2017, dizendo que eles criaram um boom econômico sem precedentes, e afirmou ainda que havia espaço para reduções adicionais em alíquotas também, fazendo alusão a um plano republicano de "corte de impostos 2.0" barrado pelos democratas na Câmara de Deputados.

Como sempre tem feito, Trump apontou o rali do mercado para recordes como uma validação de suas políticas econômicas e comerciais.

O S&P acumula alta de mais de 36% desde que Trump tomou posse, embora dois terços desse ganho tenham ocorrido em seu primeiro ano na Casa Branca, antes de seu foco se voltar para o comércio e o presidente começar a impor tarifas sobre as importações da China.

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 56447757)) REUTERS GP JCG

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