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Tsipras vê "convergência" de posturas e espera acordo antes do fim do mês

Economia|Do R7

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(Atualiza com declarações de Tsipras, Hollande e Merkel). Bruxelas, 23 abr (EFE).- O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, vê "convergência" entre sua postura e a de seus sócios e credores, e transferiu nesta quinta-feira à chanceler alemã, Angela Merkel, seu desejo de conseguir um acordo antes do final do mês. Tsipras pediu a Merkel que "se acelerem" os trabalhos para fechar antes do final de abril um acordo sobre as reformas que Atenas deverá aplicar, o que abriria a porta a um desembolso dos fundos pendentes do resgate. "Ficou claro que houve um progresso substancial no Grupo de Bruxelas, se percorreu uma grande distância", disse o primeiro-ministro ao término da cúpula e de reunir-se também com o presidente da França, François Hollande, e o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. Tsipras assegurou em declarações aos meios de comunicação que todos decidiram "analisar todo este progresso em breve. Estamos mais perto que nos últimos tempos e estou muito mais otimista". Por sua parte, Hollande comentou em entrevista coletiva que o objetivo de seu encontro com Tsipras foi impulsionar as discussões e "que o Eurogrupo possa então decidir". Ao mesmo tempo, o presidente francês ressaltou que "a Grécia deve seguir dando a informação necessária e aplicando as reformas". Merkel, por sua vez, evitou dar detalhes das conversas, mas indicou que em qualquer caso farão todo o possível por evitar uma saída do país do euro. Conseguir um acordo antes do final do mês representaria o cumprimento do objetivo determinado por todos os países da zona do euro quando decidiram prorrogar em quatro meses o resgate ao país no último dia 20 de fevereiro, disseram fontes diplomáticas gregas. Um acordo permitiria pôr fim à última revisão do programa de resgate, processo em ponto morto desde as eleições gregas de janeiro que deram a vitória à coalizão Syriza, liderada por Tsipras, assim como o desembolso dos 7,2 bilhões de euros pendentes no programa em fundos europeus e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Por sua parte, fontes alemãs asseguraram que a conversa mantida entre ambos líderes à margem da cúpula europeia dedicada à imigração foi "construtiva", mas evitaram fazer comentários sobre seu conteúdo. As fontes helenas indicaram, por sua parte, que há certa "convergência" entre as posturas que poderia facilitar um acordo. Concretamente, citaram o relaxamento do objetivo do superávit primário incluído no programa de reformas e ajustes associado ao resgate concedido à Grécia. As fontes declararam que se poderia chegar a um consenso para limitá-lo a 1,2% do PIB em 2015 e a 1,5% em 2016, ao invés dos 3% previstos para este ano e os 4,5% do seguinte. Por outro lado, o governo de Tsipras não estaria disposto a ceder em outras de suas duas linhas vermelhas: diminuir as pensões e os salários mínimos e aplicar uma reforma trabalhista. EFE mtm/rsd

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